
Motoboys, motogirls, bikeboys e bikegirls da Baixada Santista deram início ontem à paralisação dos entregadores de comida por aplicativo, diante de uma pauta de reivindicações levada à plataforma IFood. A categoria promoveu ações em todo o Brasil. São cerca de 30 mil trabalhadores na região e a expectativa é que, pelo menos, seis mil (20%) fiquem parados até amanhã.
Um ato na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, está marcado para hoje, às 12 horas, Ontem, o grupo reuniu-se em Praia Grande e promoveu uma motociata pelas ruas da Cidade.
O movimento reivindica o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega; o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; a limitação do raio de atuação das bicicletas a três quilômetros; e a remuneração integral de cada pedido quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma rota.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou que respeita o direito de manifestação e informa que suas empresas associadas mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores. Sobre a remuneração dos profissionais, de acordo com o último levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média de um entregador do setor cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora trabalhada.



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