Metrópole

Emboscada: Sindicato dos Delegados vê “afronta” às Forças de Segurança e critica Governo do Estado

16/09/2025 Da Redação
divulgação/ PMPG

Em nota, órgão se posicionou sobre a morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, em PG

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) publicou uma nota na manhã desta terça-feira (16), manifestando pesar em relação à execução de Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, secretário municipal de Administração da Prefeitura de Praia Grande e ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo.

No documento, o órgão diz que o homicídio, da forma como ocorreu, “revela-se uma grande afronta às Forças de Segurança, à máquina pública e ao Estado de São Paulo, não podendo ficar de maneira alguma impune, sob pena de que todo o sistema de Segurança Pública caia em descrédito”.

Também critica a forma como o Governo do Estado de São Paulo “cuida de seus policiais mais dedicados, ao mesmo tempo em que torna gritante a necessidade de a Polícia Civil ser melhor tratada, com efetiva valorização de seus profissionais, mais contratações e aumento nos investimentos em estrutura física e de materiais”.

Ressalta ainda que a Polícia Civil é responsável pela investigação das organizações criminosas e, “se o Governo do Estado permite que a instituição se enfraqueça, como São Paulo tem feito nas últimas décadas, o crime organizado, inevitavelmente, ganhará espaço”.

Ainda em nota, destaca a passagem de Ruy como um dos “principais expoentes no combate ao crime organizado, com reconhecida atuação contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) – o que, por outro lado, lhe rendeu histórico de ameaças de morte por parte da organização”.

Ferraz iniciou a carreira na Polícia Civil em 1988 e atuou em diversos setores da instituição, até ser alçado a delegado-geral, cargo que exerceu de 2019 a 2022. Com bagagem de 11 anos também na área docente, foi professor de Investigação Policial na Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.