
Durante três dias, a praia do José Menino foi tomada por mais de 200 mulheres que formaram uma onda especial de simpatia, graça e muito colorido no Novo Quebra Mar. As atletas do Brasil, Argentina, Alemanha, Bolívia, Canadá, Dinamarca, França e Japão aproveitaram cada momento sem a obrigação de competir. Elas surfaram pela alegria e amor ao esporte no Festival Sulamericano de Longboard.
Disputa mesmo só pelas melhores ondas, como explica a organizadora Isa Panza. “É um festival de celebração total do que é o life style (estilo de vida) do surfe feminino. Aqui ninguém levanta troféu, todas são iguais. É incrível esse empoderamento feminino com mulheres de todas as idades, de sete a 70 anos e todos os níveis. Foi um grande sucesso que atingiu famílias não só da Baixada Santista, mas de várias regiões do Brasil e do mundo. Já estamos pensando na 5ª edição”.
A única competição foi para decidir a longboarder com a maior torcida. A vencedora foi a professora de surfe Tatiana Gomes, paulistana e moradora de Santos há três anos. “Eu trouxe meus amigos para torcerem muito. Esse festival é de uma representatividade incrível. Traz aquela sensação de que somos capazes de estar no outsider pegando ondas. E sim, a gente pode surfar juntas a mesma onda. Este evento é um presente para mim e para todas”.
Além das baterias de surfe, vários empreendedores aproveitaram o espaço para expor seus produtos, movimentando ainda mais o comércio local. Desde sexta-feira (28), o público pôde participar das clínicas de surfe, rodas de conversa, simpósio, shows e conhecer um pouco mais dessa cultura que cresce a cada ano, principalmente entre as mulheres.
A santista Jaqueline Pestana, de 59 anos, começou a surfar para incentivar a filha. “Eu sempre achei que minha filha tinha perfil de surfista, mas ela nunca quis. Eu insisti no convite e ela disse que só iria surfar se eu fosse junto. Desde então, sou apaixonada. A gente aprende que não é uma questão de ficar em pé na onda. Isso é o de menos. O mais importante é a conexão com a natureza. O surfe tem muito a ver com o equilíbrio mental e físico. Quando você está mentalmente abalada, aí você leva caldo. Mas quando você aproveita o momento, senta na sua prancha, se conecta, você sai outra pessoa. Não tem antidepressivo melhor.”



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