
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a redução da escala de trabalho – hoje de seis dias de trabalho por um de descanso –, conforme projeto enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alckmin esteve em Cubatão na manhã desta segunda-feira (20), para visitar a nova planta da Unipar Carbocloro, que investiu mais de R$ 1 bilhão, sendo R$ 672,9 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto integra o processo de modernização da empresa química, concluído em dezembro de 2025. Os recursos foram disponibilizados por intermédio de linhas dedicadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono, no âmbito da Indústria Verde. As novas tecnologias da Unipar substituem integralmente procedimentos baseados na utilização de mercúrio e diafragma. As emissões de gás carbônico da empresa sofrerão redução de 70 mil toneladas, em comparação com 2020, o que representa queda de 40% no consumo de energias térmica e elétrica.
Geraldo Alckmin citou justamente as novas alternativas tecnológicas para justificar a redução na jornada de trabalho, sem prejuízo de ganhos para os trabalhadores. Para Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a redução da escola é tendência mundial, uma vez que há aumento de produtividade com menos funcionários. Para ele, é preciso investir na qualificação da mão de obra para garantir a geração de empregos.
Alckmin também falou sobre o pacote de incentivos de R$ 3 bilhões para a indústria química brasileira, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 20 de março. A medida foi considerada uma vitória estratégica para o Polo Industrial de Cubatão, que enfrenta crise no setor.



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