
A inteligência artificial atravessa empresas, universidades e governos. A tecnologia redefine profissões, modifica cadeias produtivas e levanta uma questão central: o que as máquinas executam e o que permanece em domínio exclusivo dos humanos? Segundo o Relatório do Futuro do Trabalho de 2025, do Fórum Econômico Mundial, 41% dos empregadores planejam redução de equipes em razão da IA.
Pensando neste cenário, o reitor da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), Pedro Smolka, anunciou para 2026 um curso baseado em Psicologia Positiva (inspirado em modelos de Harvard) com foco em propósito, bem-estar, gestão emocional e autoconhecimento. A iniciativa integra a estratégia da instituição de posicionar a formação humana como diferencial competitivo diante da automação que já atinge milhões de empregos no Brasil e no mundo.
“A Psicologia Positiva chega à ESAMC como uma resposta direta ao cenário atual, em que saúde mental, propósito e bem-estar se tornaram determinantes para a qualidade de vida e de trabalho. As empresas já entendem que desempenho sustentável depende de competências emocionais, relações saudáveis e ambientes colaborativos”, afirma Smolka.
O educador explica que o curso pretende formar profissionais capazes de promover ‘florescimento humano’ nas organizações, nas escolas e nos projetos sociais.
“Queremos formar profissionais que não apenas conheçam teorias, mas que saibam promover esse florescimento. É uma formação que dialoga com o futuro do trabalho, com a educação e com a vida. E, acima de tudo, reforça nosso compromisso em colocar o ser humano no centro”, explica Pedro.
COMPETÊNCIAS
O reitor enumera as capacidades que permanecem exclusivamente humanas: empatia e inteligência emocional, necessárias para liderar e compreender pessoas; criatividade aplicada na geração de soluções originais; pensamento crítico e julgamento ético em situações ambíguas; além de liderança, capacidade de influência e visão estratégica.
“Essas habilidades representam o verdadeiro valor profissional em um mundo automatizado. São elas que diferenciam o ser humano em um mercado onde a tecnologia avança rapidamente”, enfatiza.
Para o educador, a mensagem aos jovens precisa ser clara diante do medo de perder empregos para a inteligência artificial. “A IA substitui tarefas, não pessoas completas. A automação abre novas fronteiras. As oportunidades são maiores para quem une preparo técnico, inteligência emocional e visão estratégica”, observa.
Smolka reforça que profissionais permanecem relevantes quando desenvolvem adaptabilidade, comunicação, colaboração, análise crítica, criatividade e sensibilidade humana. “Essas são as capacidades que nenhuma máquina reproduz”.
“Na ESAMC, entendemos que a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta, mas um novo contexto profissional. Por isso, temos trabalhado para que nossos alunos desenvolvam duas competências em paralelo: domínio tecnológico e maturidade humana”, conclui Pedro.
PROPÓSITO PROFISSIONAL
O educador enfatiza que a proposta não consiste apenas em falar de formação humanizada, mas em vivê-la no cotidiano. “Seja na maneira como acolhemos nossos estudantes, na forma como desenhamos nossos projetos integradores, no relacionamento próximo entre alunos e professores e na construção de ambientes que estimulem autonomia, criatividade e empatia”, ressalta.
Para Smolka, o profissional ideal reúne três pilares: domínio técnico, competências humanas consistentes e formação emocional orientada por propósito. Essa combinação permite que alguém use a tecnologia a seu favor sem delegar à máquina seu papel essencial.


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