
Evento teve homenagem a imigrante português, apresentações culturais e entrega de flores na estátua de Camões
Dia criado para reverenciar a memória do histórico poeta Luís Vaz de Camões, um dos principais escritores e símbolo da cultura portuguesa e, em extensão, o Dia de Portugal. A data 10 de Junho marca o dia da sua morte, em 1580, aos 55 anos. Com isso, normalmente, nesta data se presta várias homenagens a Portugal, aos portugueses, à cultura lusófona, além da presença portuguesa no Brasil e em grande parte do Mundo. Neste contexto, em Cubatão foi diferente, com o Dia das Comunidades Portuguesas comemorado em grande estilo.
O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal via secretaria de Cultura, por meio da Associação Luso-Brasileira de Cubatão (Alubrac). O ato solene ocorreu na noite desta terça-feira (10), na Biblioteca Municipal com apresentação do Coral Raízes da Serra. Como parte da festa, a estátua do poeta Luís de Camões, que fica na Praça Portugal, recebeu coroa de flores pelas mãos dos representantes da Alubrac e do prefeito César Nascimento.
Homenageado
Dentro das comemorações deste ano, houve homenagem ao comerciante Antonio Ferreira Duarte, um dos fundadores da Alubrac. Representando a família do homenageado, o filho Antônio Ferreira Duarte Júnior, que escreveu uma carta na qual contou a trajetória do pai desde Portugal até os tempos vividos em Cubatão, descreveu cada conquista e os respectivos espaço comerciais a partir de 1968 até o ano passado, quando faleceu.
“Quantos ‘Antonios’ que passaram por aqui e ficaram esquecidos. Mas espero que essa singela homenagem feita ao empreendedor Antonio Duarte, aqui na presença do seu filho, possa representar os vários imigrantes que, ao longo do tempo, também vieram de Portugal e ajudaram a construir boa parte da história cubatense, mesmo que de forma anônima”, resumiu o prefeito, ao participar do descerramento de uma placa ao homenageado do dia, com os representantes lusófonos.
A emoção foi compartilhada pelo gestor do escritório consular de Portugal na Baixada Santista, com sede em Santos, José Augusto do Rosário, que começou dizendo se sentir horado pelo convite e pela satisfação de ter ouvido os dois hinos, pois o mesmo tem três nacionalidades: brasileira, portuguesa e cabo-verdiana.
Instrumentos, músicas e danças típicas
O encerramento do evento ficou marcado pela apresentação artística especial do grupo ‘Rancho Folclórico Típico Madeirense’. Com 8 músicos e 6 casais de dançarinos, o grupo toca com 7 instrumentos, sendo dois deles tipicamente da Ilha da Madeira (os últimos da lista): violão, rebeca, bumbo, acordeon (sanfona), pandeiro, castanhola de folha e pau-de-bicho. Segundo os integrantes do grupo, este último só há dois exemplares no mundo, um em Portugal e outro no Brasil, com eles. A apresentação especial resgatou origens, alegrando os representantes da comunidade portuguesa.
O evento contou ainda com a presença de Renata Almeida (Chefe de Gabinete), Omar Bermedo (secretário de Cultura), vereador José Elan dos Santos ‘Batoré’, representando a Câmara cubatense, além de empresários, de representantes da ACIC – Associação Comercial de Cubatão, do Rotary e de autoridades religiosas da cidade, entre outros.



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