
O Corinthians jogou mal e perdeu para o Ceará por 1 a 0 pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Jogando na Neo Química Arena, o time corintiano não demonstrou qualidade tática ou técnica para superar o adversário, que foi calculista em contra-ataques e fatal com Galeano, ainda no primeiro tempo.
É possível dizer que o Ceará mandou no jogo mesmo com menos posse de bola. A equipe de Léo Condé soube se defender e impôs o ritmo que quis na partida. Apáticos, os corintianos caíram na armadilha tática do adversário.
Na próxima rodada, o Corinthians tem clássico contra o São Paulo, às 19h30 (de Brasília), novamente na Neo Química Arena. Garro, suspenso por acúmulo de amarelos, será desfalque. No mesmo dia, mas às 21h30, o Ceará recebe o Internacional, na Arena Castelão.
Logo no começo da partida, mesmo com mais volume de jogo, o Corinthians demonstrou um futebol limitado. A equipe dependia do jogo aéreo para levar perigo ao Ceará. Até conseguiu, exigindo uma grande defesa do goleiro Bruno Ferreira, aos 14 minutos.
Pouco depois, mais uma vez, o zagueiro cabeceou e marcou. O lance acabou anulado por impedimento de Matheus Bidu, que fez o cruzamento.
Já o Ceará baixava suas linhas. O time de Léo Condé teve dificuldade para impor sua estratégia nos primeiros minutos e precisou apenas sofrer na defesa. Quando o contra-ataque começou a engrenar, a eficácia prevaleceu.
Pedro Henrique recebeu de Lucas Mugni na ponta direita e avançou. Ele cruzou e encontrou Galeano. Com um chute no canto de Felipe Longo, o atacante do Ceará abriu o placar.
Um lance que ilustra, em constrangimento, a limitação corintiana no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Memphis quase na entrada da área. O holandês partiu para um chute forte que esbarrou no companheiro de equipe André Ramalho. O zagueiro queria atrapalhar a barreira adversária, mas prejudicou o próprio time. A cobrança colocada, com Garro, que também estava na bola, parecia a melhor opção.
A segunda etapa teve um Corinthians com mais bola no chão. Ainda assim, o time era inerte taticamente. No coletivo, o jogo defensivo do Ceará era soberano. Individualidades que poderiam fazer diferença, como Garro, Memphis ou Yuri Alberto, eram nulas.
A torcida chegou a pedir que Dorival tirasse o holandês. O garoto Dieguinho, de 18 anos, foi quem demonstrou boas técnicas e iniciativa, mas não era suficiente para desenvolver uma melhora corintiana.
Até mesmo os cruzamentos, que levavam a finalizações no primeiro tempo, já não davam certo. A defesa do Ceará conseguia afastar cada uma das chegadas.
As mudanças de Dorival Júnior empilharam atacantes, com entrada de Talles Magno, Gui Negão e Ángel Romero. Em vez de demonstrarem uma alternativa, elas formaram um “ornitorrinco tático” em campo.
O Ceará abusou de faltas nos minutos finais. A equipe acabou com sete cartões amarelos. Foi como o time sustentou a primeira vitória sobre o Corinthians em São Paulo.



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