
Identificar as pessoas com a Doença de Parkinson com um cordão com cor específica e um cartão de identificação é o objetivo do projeto de Lei aprovado, em primeira discussão, pela Câmara de Santos, na terça-feira (17).
“O objetivo é sinalizar discretamente a condição motora da pessoa, evitar constrangimentos e garantir atendimento preferencial, suporte específico para locomoção e atenção especial em processos de segurança”, explica o vereador Carlos Teixeira Filho (PSDB), autor da proposta.
Ele esclarece que o Cordão Tulipa Vermelha” busca facilitar a identificação e promover a inclusão social e a dignidade dos indivíduos afetados pela condição neurodegenerativa.
O cordão já é utilizado em outras cidades, como São Bento do Sul (SC).
Cacá Teixeira explica que o “Cordão Tulipa Vermelha” será uma faixa branca de um a dois centímetros de largura e 85 cm de comprimento, estampada com tulipas vermelhas. Ele vai sustentar um cartão de identificação de 9×6 cm, com informações sobre o portador.

O Cordão Tulipa Vermelha e o Cartão Municipal de Identificação da Pessoa com Doença de Parkinson serão expedidos sem custo, mediante requerimento no Poupatempo Santos.
Os documentos necessários incluem cópias de RG e CPF, comprovante de residência em Santos, laudo médico com o diagnóstico (CID 10: G20), uma foto 3×4 e um telefone de contato emergencial.
O projeto de lei prevê que estabelecimentos públicos e privados orientem seus funcionários sobre a identificação e os procedimentos para auxiliar as pessoas com Parkinson.
Doença progressiva
Classificada como CID 10: G20, a Doença de Parkinson é progressiva e afeta todos os grupos étnicos e classes socioeconômicas.
Ela se caracteriza pela perda de neurônios dopaminérgicos, resultando em alterações motoras como tremores, rigidez e lentidão.
É a segunda doença neurodegenerativa mais comum globalmente, superada apenas pelo Alzheimer.
Estima-se que 1% da população acima de 65 anos tenha Parkinson, com projeções de duplicação desse número até 2040.
JAMES PARKINSON
A tulipa vermelha é um símbolo mundial da Doença de Parkinson, originário da década de 1980, quando um horticultor holandês com a doença desenvolveu uma nova variedade de tulipa e a batizou de “tulipa Dr. James Parkinson”, em homenagem ao médico que descreveu a doença pela primeira vez, em 1817. n


Também podem criar um ,para as pessoas que sofrem de ataques epiléticos,pois muitas crianças,jovens e adultos passam por essa situação de crises todos os dias,nas ruas ,nas escolas e em lugares fechados também