Economia

Consumo de gás no inverno: Comgás orienta sobre uso consciente

04/07/2025 Mariana Nerome
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O inverno começou oficialmente no último dia 20 de junho e as temperaturas mais baixas chegaram com força na Baixada Santista. Água quente em chuveiros, cozimento de alimentos e aquecimento nas residências são os principais usos do gás residencial. Nesta época do ano, o consumo cresce e impacta as finanças familiares. A Comgás, distribuidora com imensa penetração no estado (2,6 milhões de pontos) e mais de 60 mil clientes na Região – numa média de uso de 240 mil pessoas –, explica que o frio de fato aumentam demanda e gastos relacionados ao aquecimento, uma vez que o resfriamento da tubulação de água exige maior tempo para alcançar altas temperaturas, além do cozimento dos alimentos ser mais demorado.

A distribuidora orienta que a manutenção preventiva anual dos aquecedores de gás é fundamental para economia, além da segurança dos consumidores. A falta de limpeza, avaliação de componentes e regulagem aumenta o risco de mau funcionamento do equipamento.

Sinais como furos, manchas escuras ou mau encaixe no duto de exaustão indicam problemas que exigem intervenção imediata de técnico qualificado.

PREÇOS ALTOS

De acordo com o economista, Luciano Simões, o aumento da demanda por gás pode criar pressão sobre os preços. “Toda vez que temos maior procura por um produto, ele tende a ter uma precificação maior”. Nas famílias que vivem com orçamentos reduzidos, o gás pode representar peso significativo nos gastos. O botijão, que custa entre R$ 120 e R$ 150 (cerca de 10% do salário mínimo), acaba durando menos. “Qualquer quantia a mais pesa no orçamento dessas famílias”, diz Simões.

DICAS

A Comgás ainda recomenda medidas para otimizar o consumo sem perder o conforto. No fogão, sugere tampar as panelas, usar bocais adequados ao tamanho dos utensílios e observar a cor da chama: tons alaranjados indicam queimadores sujos, enquanto a chama azul sinaliza funcionamento adequado.

Para o chuveiro, a orientação é ligar o equipamento apenas na hora do banho e evitar variação de temperatura da água durante o uso.

Em nota, a Comgás relatou que desenvolve projetos-piloto aprovados pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Artesp) para uso mais eficiente do gás encanado, incluindo monitoramento de aquecimento de piscinas em condomínios e instalação de lavanderias compartilhadas com máquinas a gás. A empresa distribui também biometano, alternativa sustentável ao gás natural, e investe em medidores inteligentes integrados à plataforma Comgás Virtual, que permite acompanhar o consumo em tempo real e receber alertas sobre variações.

CONSCIÊNCIA

Luciano Simões também diz que a prática de um uso mais consciente e eficiente, auxilia na hora de pagar as contas. “O único problema é que a utilização de gás geralmente não está associada a uma redução como a gente faz com a conta de luz. O gás não tem uma substituição técnica rápida. O que pode ser sugerido, no caso da utilização residencial, é que as pessoas – se possível – usem outros eletrodomésticos, como micro-ondas ou fornos elétricos, para determinados preparos, mas vai de cada situação”.

Simões lembra que o setor de serviços, em geral, se prepara com “mais técnica” do que o consumidor comum, mas que os restaurantes podem enfrentar elevação nos custos com a maior utilização do gás. “É possível que o gasto extra racaia sobre os preços ao consumidor, mas o comerciante se anqtecipa às questões sazonais que envolvem o negócio”, comenta.