Esportes

Briosa encara duelo que vale o acesso para A2

18/04/2026 Matheus Vieira
João Jardim/Agência Briosa

Com vantagem no confronto, equipe depende apenas de si no estádio Ulrico Mursa lotado

A Portuguesa Santista faz o seu jogo da vida em 2026 na tarde deste sábado (18), às 15h, no Estádio Ulrico Mursa, contra o Rio Preto, na segunda partida da semifinal do Campeonato Paulista da Série A3, com resultado a favor. Um simples empate é tudo que o time precisa. A campanha exemplar durante a fase de pontos encontra o seu desafio derradeiro, e o elenco só depende de si mesmo para garantir o acesso para a Série A2.

De acordo com o presidente Frederico Barreiros, a expectativa para o ano era manter-se na divisão e reconstruir o clube. Isso até o contrato com o treinador Sérgio Guedes ser firmado. “Quando conseguimos fechar com o Sérgio, a perspectiva mudou. Sabíamos que brigaríamos pelo acesso, para estar entre os oito melhores do campeonato”, disse. “Nada é garantido, claro. Mas a campanha é muito sólida, lideramos praticamente todas as rodadas do campeonato. Estamos colhendo os frutos do trabalho e podendo participar desses jogos decisivos”, complementou.

Fechado com um dos maiores ídolos da Briosa, o elenco capitaneado pelo zagueiro Douglas Alemão segue as orientações do professor Sérgio Guedes com confiança. “Dentro de campo, cada um tem o seu dever, e todo mundo faz bem a sua parte. Eu acabei conquistando a confiança do Sérgio e dos atletas, mas sou mais calado, na minha. Acabo organizando o time, falando com um, falando com outro”, relata.

Foto: Fernando Yokota/ Jornal da Orla

Alemão também valoriza a qualidade da equipe. De acordo com o jogador, os reservas têm tanta qualidade quanto os titulares. “É visível que o nível não cai com as substituições. Muitas vezes, na verdade, o time até tem uma melhora, não fica na mesmice. Isso ajuda muito a gente dentro de campo”, afirma. “O trabalho vem sendo bem feito. Estamos nos preparando para qualquer situação. No jogo passado, na disputa de pênaltis, estávamos confiantes, tínhamos a confiança da comissão também, e acaba que sofreu mais quem estava aqui fora”.

Sérgio Guedes explica que sua forma de trabalhar envolve tranquilizar o jogador, não encaixotar seu estilo de jogo e, assim, criar um senso de compromisso maior. “Quando idealizamos o projeto, é preciso encontrar quem pode nos ajudar e então iniciar os trabalhos. Eu gosto de valorizar, estimular e deixar o atleta muito à vontade. Não crio muitas regras ofensivas, dou bastante liberdade e é dessa forma que acredito que o atleta fica mais comprometido”, diz.

O treinador ainda destaca que o segredo para o sucesso do elenco é a oportunidade com justiça e lealdade. Sérgio não esconde o fato de que o futebol ainda tem muito discurso que não condiz com a realidade e que, justamente por isso, busca a maior transparência possível com seus companheiros de Briosa. “É extremamente importante que todos tenham o entendimento daquilo que é esperado e projetado, para que eles possam oferecer aquilo de melhor que eles têm. Nunca há certeza de êxito, mas o risco é muito menor se o trabalho segue essa linha”.

Casa cheia

Com os ingressos esgotados para a partida, a Portuguesa Santista irá receber o Rio Preto embalada pela sua torcida rubro-verde. Fazer o Ulrico Mursa virar um caldeirão novamente era um dos objetivos do presidente Frederico. “Nos jogos maiores, nós acabamos ficando em evidência maior, então eu não usaria como parâmetro, mas durante o campeonato tivemos uma das maiores médias de torcida, superamos a média do Paulista do ano passado. Nesse sentido, o trabalho foi bem feito. É um trabalho a longo prazo, buscando sempre tornar o estádio um lugar simpático a qualquer tipo de torcida”, afirma.

Para Sérgio Guedes, a confiança da torcida e da diretoria é uma espécie de pressão a mais para o trabalho, mas, ao mesmo tempo, significa que as escolhas estão correspondendo às expectativas de quem torce. “O presidente nos deu as condições necessárias para que isso chegasse a esse ponto. Eu acabo me envolvendo um pouco mais aqui por conhecer todo mundo, tanto interno do clube como parte da torcida. A expectativa é criada, sim. Mas a atmosfera é sempre muito boa, porque nós estamos direcionados para alcançar aquilo que queremos”, afirma.

Já para o presidente da torcida organizada Força Rubro-Verde, Rubens de Moura, desde o descenso, no ano passado, tornar o Ulrico Mursa um caldeirão é uma obsessão. “É muito gratificante, nessa reta final, ver o estádio pulsante, vibrando e lotado. Se Deus quiser, vai dar tudo. Vamos manter o aproveitamento de 100% dentro de casa e buscar o acesso”, diz. “Já está tudo preparado: rua de fogo, festa na recepção, o coração e a provocação saudável”, finaliza.