
Apresentações artísticas, oficinas, exposições, cinema e diversas atividades gratuitas vão movimentar o Centro Histórico neste domingo (26), durante a primeira edição da Bienal de Arte e Cultura de Santos. Idealizada pelo Instituto Sindest, a iniciativa quer valorizar os artistas da cidade, abrir espaço para novos talentos e aproximar a população da produção cultural local. A programação começa às 12h30, na Rua do Comércio, 145.
Ao longo do dia, o público poderá acompanhar apresentações de dança, capoeira e percussão, visitar exposições de artes visuais, grafite e fotografia, assistir a sessões de cinema e participar de uma palestra. O evento também contará com feira de economia criativa, praça de alimentação e espaço kids. Grande parte das atrações foi produzida pelos alunos das oficinas culturais promovidas pelo Instituto Sindest desde março.
Segundo o coordenador-geral da Bienal, Matheus Café, o evento nasceu da vontade de ampliar as oportunidades para quem faz arte em Santos. “Sempre sentimos um movimento de cultura e arte muito forte na cidade e que poucas vezes é incentivado pelo poder público”.
As oficinas gratuitas reuniram participantes de diferentes áreas, como cinema, fotografia, música, percussão e artes visuais. Para Matheus, a Bienal também reforça a identidade cultural santista. “Santos é uma cidade que respira arte e cultura. Daqui saem muitos artistas, músicos, cineastas e atores, mas poucas pessoas conseguem permanecer na cidade. Pensamos essa Bienal para fomentar a política pública de arte e cultura”.
Atividades
Os portões serão abertos às 12h30. Às 13h será exibido o curta-metragem ‘Não Me Cegue’. Em seguida, acontece a palestra Soberania Digital, acompanhada do lançamento do livro de Ergon Cugler. Durante a tarde, o público também poderá assistir às apresentações de dança, capoeira e percussão, além de uma segunda sessão do curta.
Às 16h20 acontece a formatura dos participantes das oficinas culturais. O encerramento será com o grupo de samba Da Melhor Qualidade, que sobe ao palco às 17h.
Além de reunir atrações culturais, a Bienal apresenta os trabalhos desenvolvidos pelos alunos ao longo dos últimos meses. Entre os destaques estão exposições inspiradas nas lendas de Santos e um curta-metragem que aborda temas como feminicídio e violência doméstica. “Todo mundo ali já tinha muitas ideias. O Sindest ajudou a potencializar essas ideias. Isso vai ser muito importante para a cidade”.
Manter os participantes durante todo o período de formação foi um dos principais desafios, segundo o coordenador. “Apesar de o curso ser gratuito, muitos precisaram conciliar trabalho, estudos e os custos de transporte. Foi preciso muito diálogo para que todos conseguissem chegar até o fim”.
Para ele, a experiência vai além da formação artística e pode abrir novos caminhos profissionais. “Tenho certeza de que muitos vão seguir nessas áreas. As oficinas deram um novo horizonte profissional, mas, sobretudo, um novo olhar para a cidade”.
Entre as histórias que mais o marcaram está a de uma aluna da oficina de fotografia. “Ela disse: ‘Sempre foi meu sonho e eu nunca soube por onde começar. Esse foi o primeiro passo’”.
Para Matheus, democratizar o acesso à cultura também é uma forma de promover inclusão. “A arte, a cultura e o lazer precisam ser acessíveis para toda a população. Esses eventos gratuitos permitem que as pessoas ocupem a cidade, produzam cultura e se sintam pertencentes a ela”.


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