
Desde muito cedo, a dança ocupa um lugar central na vida da bailarina santista Sophia Borges. Ainda criança, iniciou as aulas de balé na escola onde estudava e, desde então, construiu uma trajetória marcada por disciplina, dedicação e paixão. Hoje, aos 18 anos, ela se prepara para dar um passo decisivo na carreira: integrar a International Ballet Company Messapica, na Itália. Para viabilizar a mudança, Sophia lançou uma vakinha virtual em busca de apoio financeiro.
A formação começou aos três anos de idade, no balé infantil do Liceu Santista, e ganhou consistência com a entrada na Academia Contra Passo, que se tornou sua principal base técnica e artística. “Desde muito pequena eu levava tudo muito a sério. A Contra Passo foi um grande presente, uma academia que sempre acreditou em mim”, afirma. No espaço, viveu experiências fundamentais, como competições, apresentações em solos, duos e conjuntos, além de construir vínculos afetivos importantes para sua formação.
Paixão e desafios
A relação com a dança nunca foi passageira. Pelo contrário, cresceu junto com ela e se consolidou de forma natural, alimentada pelo prazer constante de estar em movimento. “Percebi que a dança era o centro da minha vida quando entendi o quanto eu gostava de ensaiar, independentemente do dia ou do horário. Nunca foi um problema ensaiar aos sábados ou domingos”, conta.
Na Contra Passo, Sophia encontrou não apenas formação técnica, mas também acolhimento e estímulo. “Mesmo nos passos mais básicos, eu sempre levei tudo muito a sério”, relembra. Foi ali que surgiram os primeiros desafios, os processos intensos de ensaio e o amadurecimento artístico.
Ao longo da trajetória, os obstáculos foram constantes. “A dança é uma construção diária, não só técnica, mas também artística e emocional. Aprender a ter paciência, confiança e maturidade foi o maior desafio”, avalia. Sophia também precisou lidar com renúncias, como morar longe da família, experiência que aprendeu a ressignificar como parte do caminho escolhido.
A dedicação a levou a uma das maiores conquistas de sua vida: a formatura pela Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville. Para a bailarina, o diploma simboliza não apenas o encerramento de um ciclo, mas o início da carreira profissional. “Me formar no Bolshoi é a minha maior conquista até então. Marca o começo da vida profissional e confirma que todo o trabalho valeu a pena”, afirma, destacando o rigor do processo seletivo da instituição.
Rumo à Europa
O próximo passo é internacional. A oportunidade de integrar a International Ballet Company Messapica, na Itália, surgiu por meio de audições on-line. “Esse processo é muito difícil, principalmente quando envolve custos altos para etapas presenciais. Por isso, busquei audições acessíveis, sem taxa, pesquisando muito e enviando meu material”, explica.
Para Sophia, a experiência fora do Brasil representa um amadurecimento artístico e pessoal. “Será o início real da vida profissional, dançando sem a segurança de ser aluna, com mais responsabilidade, comprometimento e entrega. É a realização de um sonho que carrego desde muito nova”.
Apoio
Sem recursos para arcar sozinha com despesas em euro — como passagens, moradia, alimentação, transporte e custos de saúde — a bailarina criou uma vakinha virtual. Até o momento, a campanha arrecadou pouco mais de R$ 4,7 mil, com meta de R$ 50 mil. As doações podem ser feitas até 6 de fevereiro, pela chave PIX [email protected]. Atualmente, Sophia também integra a Companhia de Curitiba, do Centro Cultural Teatro Guaíra, onde trabalha para juntar recursos e viabilizar a mudança.
A resposta do público tem sido emocionante. “As pessoas que doam, compartilham e mandam mensagens me dão um carinho enorme. É um voto de confiança na minha dedicação e no meu futuro”, diz.
O que a mantém firme na dança vai além da técnica. “A dança é como uma chama, um fogo ardente. É o que faz meu coração bater mais forte. Estar no palco é estar no meu melhor lugar”, afirma, emocionada ao falar do retorno do público. “Ouvir os aplausos, ver o sorriso das pessoas… isso já é uma recompensa”.
Aos jovens que sonham com a carreira artística, Sophia deixa um conselho direto e sensível: “Não desistam. Tenham paciência, confiança e empatia consigo mesmos. Aprendam a pedir ajuda e se apoiem em quem caminha com vocês. Quando a arte vem de dentro, ela dá energia para enfrentar qualquer dificuldade”.


Sophia sempre foi a aluna que todo professor gosta ou gostaria. Não é só falar de talento e sim de comprometimento e disciplina um dos legados da Dança Clássica.
A tradução do Amor ao que um professor transmite ela consegue passar em cada passo e realizações.
O meu desejo é que o mundo abrace essa bailarina que sempre soube e sabe onde quer chegar. Parabéns So, quero sempre ter aplausos para você.
Sua eterna professora e amiga .
Mariluci ( Tia Nina)❤️👏🙏
Depois reclamamos que o Brasil nao tem cultura, memoria, etc…devemos apoiar qualquer pessoa que demonstre tanto talento e garra…essa menina eh um exemplo que nos deveria deixar orgulhosos de ser brasileiro…vamos colaborar, gente, nenhum valor eh pouco, qualquer valor vai ajudar no sonho
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/do-brasil-para-a-europa-me-ajude-a-dar-o-proximo-passo-na-minha-carreira-como-bailarina