
A queda nos preços de itens importantes da cesta básica começou a aparecer com mais força nas gôndolas dos supermercados em março e trouxe um alívio pontual para o consumidor. Produtos como óleo de soja, azeite de oliva, frutas e até cortes nobres de carne bovina registraram retração nos preços, segundo levantamento do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Entre os principais destaques está a categoria de óleos, que apresentou queda de 1,60% no mês. O óleo de soja foi o produto que mais contribuiu para o resultado, com recuo de 2,13%. De acordo com a entidade, o movimento está ligado ao aumento da oferta no mercado interno, fator que ajudou a pressionar os preços para baixo no curto prazo.
No setor de hortifruti, as frutas também continuaram em trajetória de baixa. Após recuo expressivo de 9,97% em fevereiro, os preços voltaram a cair em março, desta vez em 0,85%. O comportamento ajudou a amenizar o impacto provocado por outros produtos ainda pressionados pela inflação.
Mesmo dentro da categoria de proteínas, que ainda apresenta aumento médio de preços, alguns cortes bovinos começaram a registrar movimento contrário. O filé mignon teve queda de 2% em março, funcionando como um contraponto positivo para o consumidor que vinha enfrentando sucessivas altas no açougue nos últimos meses.
Para o diretor regional da APAS na Baixada Santista, Antonio Carlos Rodrigues Filho, a melhora está relacionada ao equilíbrio entre produção e abastecimento. Segundo ele, quando há maior disponibilidade de produtos e a cadeia consegue se ajustar, o reflexo chega ao consumidor na forma de preços mais estáveis ou até em queda.
Ele destaca ainda que, mesmo com alguns itens permanecendo pressionados, a redução em produtos básicos ajuda a equilibrar as compras do dia a dia e diminui parte do impacto sentido pelas famílias nos supermercados.
Os números reforçam um cenário de desaceleração pontual em segmentos importantes da alimentação doméstica, principalmente em itens considerados essenciais para o consumo cotidiano. Apesar disso, especialistas do setor ainda avaliam o comportamento dos próximos meses com cautela, já que fatores climáticos, custos logísticos e oscilações do mercado internacional continuam influenciando diretamente a formação dos preços.



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