Fronteiras da Ciência

Agradecimento pela vida

11/04/2014 Jadir Albino
Agradecimento pela vida | Jornal da Orla
Um grupo de estudantes de geografia estudava a respeito das sete maravilhas do mundo. Ao final da aula, lhes foi pedido que fizessem uma lista do que eles pensavam fossem consideradas as sete maravilhas atuais do mundo.
Embora com algumas discordâncias, a votação girou em torno das pirâmides do Egito, Taj Mahal, Grand Canyon, Canal do Panamá, Empire State Building, Basílica de São Pedro e a Grande Muralha da China.
Ao recolher os votos, o professor notou que uma estudante estava muito quieta e nem tinha virado sua folha ainda.
Intrigado, ele lhe perguntou se estava tendo problemas com sua lista.
Sim, respondeu ela. -Eu não consigo fazer a minha lista, porque são muitas as maravilhas do mundo.
Tentando auxiliar, o professor sugeriu que ela mostrasse o que já havia escrito e, então, talvez ele e os colegas pudessem colaborar, a fim de que ela se definisse.
A garota relutou um pouco e escreveu:
-Eu penso que as maravilhas do mundo sejam:  1-Tocar 2- Saborear 3-Ver 4-Ouvir 5-Sentir 6-Rir  .e finalmente… 7-Amar
A sala ficou completamente em silêncio.
[com base em texto psicografado por Divaldo Pereira Franco e pela Redação do Momento Espírita]
É maravilhoso observar as façanhas do homem. A imponência das pirâmides do Egito que, até hoje, se constituem um mistério para a engenharia.
É emocionante contemplar a beleza do Taj Mahal, concretizado em homenagem a um grande amor. É espetacular contemplar as dimensões e o trabalho milenar da natureza, na elaboração das formas arrojadas do Grand Canyon.
É surpreendente descobrir como o homem venceu o desafio e construiu o Canal do Panamá. É grandioso ver a imponência do Empire State Building, que parece escalar os céus, no rumo ao infinito.
É deslumbrante constatar a arquitetura, a pintura e a escultura da Basílica de São Pedro e o gigantesco esforço dos homens na construção da milenar Muralha da China.
Contudo, não poderíamos ver nenhuma dessas maravilhas sem nosso sentido da visão, com que fomos brindados pelo Grande Arquiteto do Universo.
Os sons dos ventos que acariciam as campinas não seriam por nós detectados se não tivéssemos o sentido da audição.
E que dizer do sentido da gustação que nos permite diferenciar a fruta saborosa, os cereais que nos enriquecem a mesa e todas as demais delícias que compõem as refeições de todos os dias, em sua grande variedade?
E nossa capacidade de sorrir, extravasar a alegria que brota, resultante da nossa condição de seres dotados da extraordinária capacidade de amar?
E, quem ama, sente o coração bater descompassado no peito à simples presença do ser amado, que pode ser o marido, a mulher, o pai, a mãe, o irmão, o filho, um amigo.
E o toque que se externa em abraços, em mãos entrelaçadas que nos fazem sentir, sem palavras, apoio, segurança, cuidado, ternura, afeição?
Sim, com certeza são extraordinárias as criações humanas e grandiosas as belezas naturais, contudo, o que o Grande Arquiteto do Universo colocou em nós, como capacidades inerentes a todo ser humano, suplantam qualquer outra maravilha.
Vamos agradecer sempre ao Grande Arquiteto do Universo o coração maravilhosamente desenhado e construído para nos auxiliar no processo da evolução de nossa alma. Agradecer por esse majestoso coração, que dia e noite, na alegria e na dor, no trabalho e no repouso, no prazer e na tristeza, mantém a nossa vida.
Agradecer pela nossa vida, nosso corpo, nossa eterna marcha progressiva, enquanto sentimos, sorrimos, amamos e nos extasiamos com as bênçãos celestes.