
Agentes de combate a endemias da Prefeitura de Santos retomaram na última segunda-feira (7) a terceira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano, após uma pausa causada pelas chuvas da semana anterior. As equipes voltaram a visitar imóveis para identificar e eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti. Em locais com larvas, foram coletadas amostras para análise laboratorial.
Segundo o agente Fábio de Melo, é comum que os ovos do mosquito eclodam em dias de sol após períodos chuvosos. “Em três dias de sol, já começamos a identificar focos, pois o calor favorece a eclosão dos ovos”, afirmou. Ele ressaltou, no entanto, a resistência de parte da população em permitir a entrada dos agentes nas residências. “Estamos sempre identificados com crachá e colete. Os moradores podem confirmar nossos dados junto à Prefeitura. É uma questão de saúde pública”, reforçou.
Além de proteger a saúde dos moradores e vizinhos, o trabalho dos agentes também gera dados importantes para a formulação de políticas públicas, como mutirões e ações de conscientização. “Cruzamos as informações da ADL com os casos positivos de doenças e identificamos áreas de risco, o que nos ajuda a definir estratégias mais eficazes”, explicou o superintendente Rafael Lamberti.
A equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC) seguirá com ações educativas baseadas nos dados das armadilhas de Aedes, a partir das 9h, nos seguintes pontos: terça-feira (8), na feira livre do Marapé (Rua Dom Duarte Leopoldo e Silva); quinta-feira (10), na Rodoviária (Praça dos Andradas, 45); e sexta-feira (11), no Emissário, em frente à Escola de Surf, no Parque Roberto Mário Santini. Na quarta-feira (9), não haverá atividades por conta do feriado.
A Avaliação de Densidade Larvária é um importante indicador para intensificar ações de prevenção de arboviroses. Em 2025, Santos já registrou 3.738 casos de dengue, com quatro mortes, além de 165 casos de chikungunya.
O mosquito Aedes aegypti se prolifera em água parada e quente, onde as fêmeas depositam seus ovos. Apenas elas picam seres humanos, pois o sangue é necessário para a maturação dos ovos. Se o mosquito picar uma pessoa infectada, torna-se vetor de doenças como dengue e chikungunya.
A vacina contra a dengue continua disponível nas policlínicas da cidade para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A Prefeitura reforça algumas medidas de prevenção que devem ser adotadas pela população: eliminar água parada em vasos de plantas, manter ralos tampados, limpar bandejas de geladeiras e fontes decorativas, verificar tampas de caixas d’água e calhas, entre outras ações.
Santos adota estratégias contínuas de combate ao Aedes durante todo o ano, como o programa Casa a Casa, mutirões semanais em bairros, visitas mensais a imóveis especiais (como escolas, hotéis e shoppings) e pontos estratégicos (como borracharias, ferros-velhos e cemitérios), além da aplicação de inseticida, uso de armadilhas, drones para monitoramento de locais de difícil acesso e atividades educativas em escolas, empresas e espaços públicos.
A população pode colaborar denunciando possíveis focos por meio da Ouvidoria Municipal, pelo telefone 162 ou pelo site www.santos.sp.gov.br/ouvidoria.


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