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Parkinson não mata mas pode comprometer qualidade de vida

14/08/2021 Da Redação
Parkinson não mata mas pode comprometer qualidade de vida | Jornal da Orla

Doença degenerativa cujas causas ainda são desconhecidas, o Mal de Parkinson afeta mais pessoas do que se imagina: dados do IBGE indicam que 3% da população acima de 60 anos convivem com o problema. Apesar de não levar à morte, a doença de Parkinson pode comprometer a qualidade de vida do paciente. 

O mal de Parkinson é uma doença neurológica que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Entre os casos mais em evidência recentemente estão o do senador José Serra (que se licenciou do cargo) e do ator Paulo José. Aliás, vale destacar que, apesar de ter sido diagnosticado com Parkinson em 1993, o artista morreu de pneumonia — era portador enfisema pulmonar, uma doença crônica, provavelmente causado pelo fumo.

A doença foi descrita pela primeira vez, em artigo publicado em 11 de abril de 1817, pelo médico inglês James Parkinson, que a classificou como “paralisia agitante”.
 

Diagnóstico
De acordo com a coordenadora do núcleo de fisioterapia do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Tawani Sanches Suzuki, a doença de Parkinson atinge o sistema nervoso central, causando a diminuição intensa e gradativa da produção de dopamina, que é um neurotransmissor que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas, causando os tremores. É por isso que a maior prevalência é entre idosos com mais de 70 anos, mas os sintomas começam a aparecer a partir dos 50 anos. O diagnóstico da doença é feito com base na história clínica do paciente e no exame neurológico. 

Sinais e sintomas
A neurologista Bruna Villela, do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, alerta para sinais e sintomas não-motores que pode servir de alerta para um possível desenvolvimento da doença: déficits olfatórios, distúrbios do sono e distúrbios do humor (depressão, ansiedade), constipação intestinal, disfunção erétil e urinária, alterações cognitivas, dor, perda de peso.

 

Tratamento
Apesar de não existir cura, a doença pode ser tratada, retardando o seu progresso. E preservando a qualidade de vida do paciente. Cabe ao médico indicar quais as melhores maneiras de enfrentar a doença, que pode incluir uso de medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional ou mesmo fonoaudiologia.

 

Dicas para conviver com Parkinson

1) Inicie o tratamento o mais rápido possível, mesmo que os sintomas ainda sejam leves. A fisioterapia minimizando a evolução da doença. 
2) Retire de casa todos os objetos que possam causar acidentes e quedas, como tapetes, brinquedos de crianças e dos animais de estimação. Evite também caminhar em lugares escorregadios e terrenos irregulares. Cuidado com degraus. 
3) Realize adaptações nos ambientes, como instalação de barras de apoio nos banheiros, corrimão nas escadas e pisos antiderrapantes. Acenda as luzes e coloque os óculos ao se levantar a noite para ir ao banheiro ou à cozinha. 
4) Procure manter o comprimento dos passos durante a caminhada, evitando que eles se tornem muito pequenos. No momento do passo,  toque o chão primeiro com o calcanhar. 
5) Evite realizar outra atividade enquanto caminha como usar o celular, para não tropeçar e cair.
6) Realize diariamente atividades cognitivas para estimular a memória e a concentração (leitura, caça-palavras, palavras cruzadas, sudoku etc).
7) Realize atividades físicas de forma regular, mas  com segurança e supervisão.
Fonte: Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional (Abrafin)