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Índice de não votantes na Região é o maior em duas décadas

27/11/2020 Da Redação
Índice de não votantes na Região é o maior em duas décadas | Jornal da Orla

As nove cidades que compõem a Região Metropolitana da Baixada Santista totalizaram, em 2020, um exército de 1.371.693 eleitores aptos a votar. Destes, nada menos do que 399.930 (29,16%) abriram mão do direito ao exercício democrático do voto e não compareceram às urnas. Um percentual, aliás, maior do que o registrado no País como um todo: 23,15% de abstenções. Os dados são do TSE.

Para se ter uma ideia da grandeza do número, as abstenções superaram em quase 30% o total de votos obtidos pelo PSDB, legenda com melhor desempenho na Região, em 15 de novembro, e que obteve 309.169 sufrágios.

O número de eleitores que não participaram dessas municipais é o maior desde 2000, quando a abstenção média foi de 10%. Neste ano, ausentes, brancos e nulos somados ultrapassam meio milhão de votantes que não escolheram seus candidatos.

Para o jornalista Maurício Juvenal, analista de dados da Badra Comunicação, ainda que a ocorrência da pandemia do novo coronavírus seja um dos fatores para o aumento da abstenção, é flagrante o sentimento de desânimo do eleitor. “O alto índice de não votantes não demonstra outra coisa senão a perda de confiança da sociedade na eficácia do voto como elemento de garantia da representatividade popular”, destaca.

Segundo ele, abster-se do voto não apenas é diferente como mais grave do que votar em branco ou nulo, uma vez que estes, no final das contas, representam uma manifestação objetiva de insatisfação. “Índice de abstenção eleitoral nada mais é do que um montante de eleitores que, mesmo tendo direito a votar, simplesmente não comparece às urnas, não atribui valor social ao voto, muito menos político”.

Na opinião dele, nas cidades onde haverá eleição em segundo turno o índice de abstenção deve ser ainda maior em comparação ao registrado em 15 de novembro. “A tendência é que aqueles que votaram em candidatos que não foram ao segundo turno também se sintam desanimados, engrossando a fileira dos não votantes, infelizmente”.

PSDB, PSB e Podemos foram os mais votados 
Entre os 858.973 eleitores que escolheram um prefeito para chamar de seu, PSDB (309.169), PSB (126.396) e Podemos (91.546) foram as legendas que subiram ao pódio na corrida eleitoral, no que pese apenas as duas primeiras terem conquistado chefias do Executivo: cinco para o PSDB, Bertioga, Cubatão, Santos, Itanhaém e Peruíbe, e uma para o PSB, Guarujá. Em Mongaguá, onde a eleição também já está definida, o prefeito (re)eleito é do Republicanos. O partido recebeu um total de 37.612 votos na Região, sétimo lugar no ranking dos mais votados.

Pelos lados das câmaras municipais, o cenário partidário não é muito diferente. Das 136 cadeiras em disputa, o PSDB conquistou 32, o Republicanos, 13, o PSB, 11, e DEM, MDB e Podemos, 10, cada um. 

“Não há como negar que do ponto de vista regional o PSDB saí ainda mais forte da eleição, mesmo tendo perdido a Prefeitura de Mongaguá. No entanto, se mantém na disputa de segundo turno em Praia Grande e São Vicente. Mesmo que perca ambas, a força tucana na região será muito útil a João Dória numa possível reeleição ao Bandeirantes ou mesmo em seu projeto presidencial”, destaca Maurício Juvenal.