
Winston Churchill, primeiro ministro britânico e um dos grandes estadistas da chamada Era Moderna, disse certa vez que “a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”.
De fato, não é fácil viver em um regime democrático, principalmente quando uma parcela da população, ainda que minoritária, se mostra incapaz de aceitar o contraditório e parte para brigas, agressões e apela para tentativa de desqualificar quem pensa de modo diferente – não raro, tratado como “inimigo”.
As chamadas fake News, notícias mentirosas, já fazem parte do processo eleitoral e cresceram com o uso cada vez maior das redes sociais. Esse tipo de atitude interfere de modo bastante negativo no processo democrático e se torna algo criminoso à medida em que destrói reputações e pode alterar o resultado final das eleições.
Independentemente de viés ideológico, estamos convencidos de que todo cidadão comprometido com valores morais, que são o alicerce de uma nação, e com a decência, deve repudiar as fake News e a todos aqueles que se utilizam desse método escuso.
As eleições municipais deste ano em Santos, como em todo o Brasil, foram marcadas por denúncias infundadas e críticas exacerbadas, que extrapolaram o limite do tolerável. A linha tênue, que separa a crítica dura, porém legítima, da ofensa e da mentira, foi ultrapassada em vários momentos.
Os jornais da cidade, entre eles o Jornal da Orla, foram acusados injustamente de publicar pesquisas falsas para favorecer o candidato do PSDB, Rogério Santos. Não havia fundamento em tais acusações; muito pelo contrário – as pesquisas divulgadas por candidatos que as contestavam, e que as classificavam como mentirosas, é que se mostraram distantes da realidade das urnas.
O tempo realmente é o senhor da razão e ele mostrou – tão logo foi divulgado o resultado da eleição – quem realmente estava falando a verdade. O candidato do PSDB, Rogério Santos, foi eleito com 50,58% dos votos válidos.
A uma semana das eleições, o Jornal da Orla havia publicado pesquisa realizada pelo Instituto APPC (Consultoria e Pesquisa), por nós contratado, indicando que Rogério Santos teria 50,40% dos votos válidos.
O nível de acerto de nossa pesquisa, coordenada pelo renomado cientista político Jairo Pimentel, fala por si.
Terminado o processo eleitoral e ao completar 47 anos de existência, o Jornal da Orla reafirma o seu compromisso de seguir defendendo os valores democráticos e isso significa, inclusive, dar voz àqueles que nos criticam, haja vista que eles representam uma parcela importante da sociedade santista.
Jamais, no entanto, iremos compactuar com o uso da máquina de destruir reputações e, tampouco, com fake News que visam, basicamente, repetir mil vezes uma mentira até que ela se torne uma verdade.
Uma tática adotada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels, que alguns tentam repetir no Brasil, mas que, felizmente, já faz parte do lixo da história.



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