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Márcio França deve disputar prefeitura de São Paulo em 2020

29/12/2018 Jornal da Orla
Márcio França deve disputar prefeitura de São Paulo em 2020 | Jornal da Orla

O governador Márcio França (PSB), que passa o bastão para João Doria (PSDB) dia 1º, já admite que pode disputar a prefeitura de São Paulo em 2020. O seu principal cacife, além da experiência acumulada ao longo dos últimos anos, são os milhões de votos que obteve na acirrada disputa pelo governo do Estado – que acabou perdendo por pequena margem.

Do ponto de vista político, ele sai vitorioso, pois começou a disputa com menos de 3% das intenções de voto e acabou com 48,5%, contra um adversário que era considerado favorito para ganhar a disputa no primeiro turno.

 

10 milhões de votos
Márcio França é um dos cinco políticos que conseguiram mais de 10 milhões de votos nas últimas eleições. Conta a seu favor, ainda, na eventual disputa pela Prefeitura de São Paulo, o fato de que na Capital do Estado ele obteve 57% dos votos válidos contra 43% do governador eleito João Doria, uma vantagem de quase um milhão de votos.

Questionado se pretende disputar a Prefeitura, Márcio afirma que não descarta nenhuma candidatura, mas quem o conhece sabe que ele dificilmente deixará de entrar na briga. Depois de deixar o Palácio dos Bandeirantes ele pretende descansar por alguns dias, mas não esperem muito. Sua paixão pela política é algo fora do comum.

Na disputa pelo governo do Estado, por exemplo, ele participou dos últimos eventos com uma forte pneumonia e sob uso de medicamentos, contrariando ordens médicas no sentido de manter repouso absoluto. Os próprios assessores duvidavam que ele iria aguentar a carregada agenda até o final.

 

Novo partido?
Márcio não fala abertamente, mas também não está descartada a hipótese de ele vir a integrar um novo partido de centro, que poderia vir a reunir nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, insatisfeitos com a guinada à direita do PSDB a partir da vitória de João Doria em São Paulo.

Um partido mais ao centro, aliás, seria mais a cara de Márcio França, um político que defende o diálogo e condena todo tipo de radicalismo. Na eleição para o governo de São Paulo, por exemplo, ele pagou uma conta que não era sua, ao ser associado a grupos radicais aos quais não tem nenhuma ligação e tampouco afinidade.

Mas a política tem seu tempo. E Márcio França sabe disso. Eventual mudança ocorrerá na hora certa.