
O deputado federal João Paulo Papa é mais uma das lideranças do PSDB que admitem a possibilidade de o partido abrir mão da candidatura própria ao Governo do Estado, para fortalecer Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência da República, e apoiar Márcio França (PSB).
“Temos que fazer tudo o que for possível para a construção deste projeto nacional e o PSDB tem que ter esta visão. O PSDB não vai governar o Estado de São Paulo eternamente”, disse, ao participar do programa Ponto de Vista, na Santa Cecília TV. “Eu acho que o PSDB não pode colocar a sua posição partidária em primeiro lugar, aqui em São Paulo. Não deve! Temos que pensar no país”.
Papa fez diversos elogios ao vice-governador Márcio França (PSB), que vai assumir o Governo do Estado quando Alckmin se licenciar para disputar a Presidência e pretende disputar a eleição para permanecer no cargo até 2022. “É um homem preparado, com bagagem política, governou uma cidade extremamente pobre, São Vicente, e teve a capacidade de levá-la a um novo patamar. E também tem sido muito leal ao PSDB de São Paulo”, declarou.
Sem criar problemas
O deputado acredita que o apoio do PSDB paulista a Márcio França não pode estar condicionado à uma aliança com o PSB em nível nacional. “Não adianta o PSB fechar e não agir. Tem estados que ele é mais próximo do PT”. Segundo ele, é fundamental “não criar problemas” à candidatura de Geraldo Alckmin em São Paulo. “Imagina disputar a Presidência com uma guerra dentro de casa”, alertou.
Mudança de partido?
Questionado pelo âncora do programa, o jornalista Edgar Boturão, se pode deixar o PSDB, o deputado respondeu: "Não estou raciocinando sobre isso, mas tenho que ser realista. Não sei quais serão os movimentos do PSDB até março. Eu vou defender as minhas convicções, acima de qualquer posição partidária".
Deputado é contra proposta para a Previdência
Papa deixou claro que é contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer. “Ela atinge diretamente os mais pobres e a classe média”, afirmou. O deputado lembra que a proposta apresentada inicialmente já sofreu alterações, por causa da resistência dos parlamentares, pois “era muito mais dura e insensível que esta”. Ainda assim, ele a considera inadequada. “Estou consciente dos problemas que a falta de responsabilidade ao longo dos anos gerou nas previdências, porque são vários regimes. Não dá para ter uma proposta única para resolver problemas tão distintos. Tinha ter uma reforma mais abrangente e corajosa”, completou.
O parlamentar explicou que vai avaliar novamente o assunto, com o início do ano legislativo. “Vou tomar conhecimento das mudanças, se é que foram feitas. A proposta, como foi apresentada, não conta com meu apoio”.
Confira o vídeo:



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