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PSDB pede a cabeça de Aécio

21/10/2017 Jornal da Orla
PSDB pede a cabeça de Aécio | Jornal da Orla

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) conseguiu salvar seu pescoço num acordo de bastidores que envolveu os três poderes da República, mas continua sendo visto como agente tóxico dentro do próprio partido. As denúncias contra ele são bastante graves e o que foi divulgado pela mídia acabou com o futuro de um homem que quase chegou à presidência da República. Hoje os 50 milhões de votos destinados a ele foram reduzidos a pó (sem trocadilhos) e Aécio terá dificuldades para se eleger síndico de prédio.

Na Baixada Santista, lideranças do PSDB querem se livrar o mais rápido possível do senador mineiro. Na quinta-feira (19), a coordenadoria regional do partido na Baixada Santista, com representantes de oito dos nove municípios, decidiu pelo envio de uma moção a Aécio Neves pedindo que ele renuncie ao cargo de presidente nacional do partido. A medida foi tomada por unanimidade e aprovada por aclamação por todos os dirigentes presentes.

Como escreveu o jornalista Josias de Souza, em seu blog, Aécio Neves virou uma espécie de gambá, do qual todos querem muita distância.

Abatido pela delação da JBS, o senador mineiro admite a aliados que deverá deixar a presidência do PSDB, da qual está afastado desde maio, a partir da próxima semana. Com o nome sujo, ele avalia a possibilidade de não se candidatar novamente ao Senado e sim buscar uma vaga na Câmara dos Deputados, o que lhe garantiria o tal "foro privilegiado", a blindagem brasileira que garante impunidade para políticos malandros.

 

Edmur candidato
Durante o encontro da coordenadoria regional do PSDB na Baixada Santista, o ex-deputado Edmur Mesquita anunciou oficialmente que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições do próximo ano. Mesquita foi deputado estadual de 1998 a 2002.

 

O trabalho exaustivo de Gilmar Mendes

No Supremo Tribunal Federal (STF), para ajudar os ministros a vestir a toga de cetim e puxar a poltrona de couro para suas santidades, ops, excelências, sentarem, há um grupo de servidores especificamente designados para estas tarefas: são os chamados “capinhas”. Também servem cafezinho, carregam processos, abrem portas, apertam o botão do elevador…

Ainda assim, o ministro Gilmar Mendes acha que faz um trabalho extenuante. Ao comentar a polêmica portaria assinada pelo presidente Michel Temer que, na prática, libera o trabalho escravo no Brasil, Gilmar relativizou o problema: “Eu, por exemplo, eu acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo”.

Na cabeça de Gilmar, despachar em uma poltrona confortável, numa sala climatizada, entre uma mensagem e outra pelo WhatsApp para o senador Aécio Neves, é tão exaustivo quanto a situação degradante que trabalhadores rurais são submetidos.

 

Câmara de Cubatão reprova contas de Marcia Rosa

A Câmara de Cubatão seguiu o parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) e rejeitou as contas relativas ao ano de 2014 da então prefeita da cidade, Marcia Rosa (PT). A decisão foi tomada na sessão de terça-feira (17). Foram 11 votos pela rejeição e apenas quatro a favor da ex-prefeita.

Foi mais um duro revés para Marcia Rosa, que terminou seu mandato de forma melancólica, com forte desaprovação popular e sem conseguir eleger o sucessor. Seu governo foi bastante atribulado, com muitas denúncias e pedidos de cassação de mandato. Ele chegou a ser afastada duas vezes do poder, mas recorreu e conseguiu concluir o segundo mandato.

 

Gastou demais?
A crise financeira que afetou o Brasil, agravada no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), afetou duramente a cidade de Cubatão, mas a prefeita foi acusada de gastar de forma desenfreada, muito mais do que podia, arruinando as finanças municipais. Ela nega, mas o fato é que o município ainda sofre consequências da grave crise.

Ao reprovar as contas de Marcia Rosa, o TCE atribuiu a decisão ao não recolhimento de encargos sociais relativos ao Regime Próprio de Previdência Social. 
 

Um cheque de R$ 8 milhões para a Prefeitura de Santos
Uma boa notícia para a Prefeitura de Santos: o presidente da Câmara Municipal, Adilson Júnior, entregou ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um cheque no valor de R$ 8 milhões, dinheiro que vai reforçar o caixa do município em tempos de crise.

Segundo Adilson Júnior, são recursos economizados pelo Legislativo após uma série de medidas de austeridade adotadas pela Mesa Diretora da Câmara. É a segunda vez que a Câmara repassa dinheiro para os cofres da Prefeitura: em setembro foram R$7 milhões, totalizando R$ 15 milhões no presente exercício.