
Pouco antes de iniciar o segundo mandato, após uma reeleição tranquila (77,75% dos votos válidos), o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), anunciou um pacote de medidas de redução de gastos, para reequilibrar as contas municipais. Agora, no fim do primeiro mês da segunda gestão, ele demonstra otimismo mas faz a ressalva de que só 2018 será um ano, do ponto de vista financeiro, “mais saudável”. Em entrevista ao Jornal da Orla, no aniversário de Santos, ele fez um balanço de suas realizações entre 2013 e 2016 e anunciou o que pretende fazer até 2018. Confira:
Obras
“A gente tem a perspectiva de concluir obras importantes. As grandes obras que foram iniciadas, o VLT, que era esperado há três décadas, temos 10 estações prontas. Temos a entrada da cidade, que já iniciou a parte que compete ao município. E a gente tem a expectativa que o Estado possa iniciar a sua parte. Só as partes do Estado e do município, somadas, são meio bilhão de reais. É a maior intervenção realizada em nossa história. Temos a manutenção de vários espaços públicos que estão ocorrendo, além de obras grandes, a gente precisa cuidar do que já temos. E obras de mobilidade importantes, várias ciclovias sendo construídas na Zona Noroeste.
Investimentos
Nas grandes obras, como a entrada da cidade, buscamos financiamento para a obra e para a contrapartida que a Prefeitura precisa dar para executá-la. Então, não tem risco financeiro. Os recursos estão garantidos. Temos R$ 290 milhões de financiamento para a obra e agora mais R$ 21 milhões que estamos assinando para garantir a contrapartida necessária. Foi uma preocupação que tivemos por conta da crise, para garantirmos a sequência da obra. Em momentos de crise, o gestor precisa ser criativo. Não adianta contar apenas com os recursos municipais, porque eles não são suficientes para garantir as médias e muito menos as grandes obras. O que temos feito é buscar parceria com os governos federal e estadual. O Hospital dos Estivadores é um grande exemplo, tivemos, finalmente, a participação do governo federal, no financiamento do custeio, e do governo estadual. Será o maior hospital público de referência na Baixada Santista.
Equilíbrio fiscal
O grande desafio que as cidades brasileiras têm, e Santos também, é o equilíbrio, medidas que possam equilibrar as contas da cidade, garantindo as conquistas que nós temos. A gente tem tido um respeito muito grande com o contribuinte, sabendo que neste momento de crise o cidadão não pode ser penalizado. O IPTU, por exemplo, não demos aumento. O reajuste inflacionário que demos foi o menor de toda a região. Estamos desenvolvendo medidas duras, ajustes dentro do Programa de Eficiência Total. E ele inclui corte de cargos, na ordem de 30%. Não criamos nenhum cargo novo no primeiro governo e agora, além de não criar, nós vamos diminuir. Estamos renegociando todos os contratos da Prefeitura, dos menores aos maiores.
Aumento na arrecadação
“A Prefeitura tem um déficit de R$ 120 milhões, mas também tem um crédito de R$ 2 bilhões. Vamos desenvolver medidas de gestão para estimular os devedores, seja pessoas físicas ou jurídicas. Com essas medidas, nesse ano a gente consegue reequilibrar para que em 2018 a gente tenha um ano, do ponto de vista financeiro, mais saudável.
Prioridades
“Colocar o Hospital dos Estivadores para funcionar em sua plenitude. Em momentos de crise, as pessoas demandam muito mais os serviços públicos, principalmente de saúde e educação. Porque a pessoa perde o emprego, perde o plano de saúde, tira o filho da escola particular e põe na pública… A Prefeitura arrecada menos e tem que prestar mais serviços. Vamos colocar o hospital em funcionamento, dentro das etapas que estão previstas. Num primeiro momento, fizemos um grande investimento na infraestrutura da saúde da cidade, que nunca havia sido feito. Dez novas policlínicas, o hospital, a UPA Central, a UPA da Zona Noroeste sendo construída. Nosso desafio é melhorar a qualidade do serviço, com a diminuição de filas.
Educação
Conseguimos avançar no Ideb, na avaliação que é feita de nossos alunos. No aniversário da cidade, entregamos a nova sede da Secretaria de Educação. Além da sede vamos ter um ambiente para a capacitação e treinamento permanente, um investimento que a Prefeitura fez de quase R$ 10 milhões. O prédio, que era a antiga sede da CPFL, na Praça dos Andradas, foi comprado e reformado. E vamos entregar ainda neste primeiro semestre o Centro de Capacitação Darcy Ribeiro, que será uma referência para a rede pública. É uma reforma completa, vamos utilizar o que há de mais moderno em termos de equipamentos tecnológicos. Quanto melhor a formação de nossos educadores, melhor o processo de ensino-aprendizagem. Vamos ampliar também o projeto Mestre aluno, Santos é uma das únicas prefeituras do Brasil que paga mestrado e doutorado para seus professores.



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