
A maior parte dos eleitores santistas desaprova a administração do presidente Michel Temer (PMDB). É o que revela pesquisa feita pelo Instituto FSL Pesquisa & Marketing, a pedido do Jornal da Orla. Ele é reprovado por 40,1% dos consultados e aprovado por 25,5%. Não sabem ou não responderam totalizam 34,4%.
Apenas 2% dos ouvidos consideram sua gestão ótima. 12,4%, boa; 21,3%, regular; 7,8%, ruim; e 25,1% péssima.
Os índices mais altos de desaprovação estão entre os mais jovens: 44,6% entre as pessoas de 16 a 24 anos e 47,2% na faixa de 25 a 44 anos. Em relação ao poder aquisitivo, Temer é mais reprovado entre as pessoas com menor renda: 47,4% entre os que têm renda familiar de até 2 salários mínimos (R$ 1,76 mil); 39,5% entre os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (R$ 1,76 mil a R$ 4,4 mil); 39,8% entre os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (R$ 4,4 mil a R$ 8,8 mil); e 25% entre o que recebem acima de 10 salários mínimos (R$ 8,8 mil).
Maioria aprova Alckmin
A gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é aprovada por 54,1% dos entrevistados e reprovada por 32,9%; 13% disseram não saber ou não responderam; 7,3% avaliam sua administração à frente do Governo do Estado como ótima; boa, 31,6%; regular, 34,1%, ruim, 8,3%, péssima, 12,3%. Não sabem ou não responderam, 6,5%.
Os maiores índices de aprovação se concentram entre os mais velhos: 60,6% dos que estão na faixa de 45 a 59 anos e 58,8% entre os com 60 anos ou mais. Em relação à renda, a maior aprovação é entre quem tem renda familiar superior a 10 salários mínimos (R$ 8,8 mil): 62,5% das pessoas com este poder aquisitivo.
O Instituto FSL ouviu 800 eleitores, nos dias 5 e 6 de setembro. A margem de erro é de 3,5% e o intervalo de confiança de 95,5%. A pesquisa foi registrada no Tribuna Regional Eleitoral (SP-05778/2016).
Os procuradores foram para a arquibancada
Independente de a frase “não temos provas, mas temos convicção” ter sido dita literalmente ou não, por um dos procuradores da Operação Lava Jato, o dado concreto é que, tecnicamente, a denúncia contra o ex-presidente Lula é “frágil” e “pouco técnica”, segundo atestam diversos juristas.
Por exemplo: se Lula é “o maestro de orquestra criminosa”, “o comandante máximo”, “o grande general” do esquema de corrupção, por que os procuradores não ofereceram denúncia por organização criminosa? Faltaram elementos que sustentassem esta tese.
É um sinal de alerta, pois, mais do que jogar para a torcida, mostra que os procuradores decidiram ir para a arquibancada. Além de prejudicar a construção de uma peça acusatória irrefutável, a postura abre um precendente perigoso: o guarda da esquina pode se achar no direito de prender o cidadão comum baseado na “boa-fé” ou por estar “convicto”.
O cidadão comum pode estar “convicto” de que Lula tem culpa no cartório. Para os procuradores, é pouco. Precisam reunir as provas que resultem numa condenação. Qualquer coisa além disso é torcida.
Político ladrão, uma profissão honesta?
No discurso que fez para atacar a ação dos procuradores, Lula teve um ataque súbito de sincericídio e soltou uma verdadeira pérola. “A profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir para a rua encarar o povo e pedir voto. O concursado, não. Se forma na universidade, faz um concurso e está com emprego para o resto da vida”.
Francamente…
Cientista político destaca ação da Justiça
Em entrevista ao Programa Jornal da Orla na TV, o cientista político Alcindo Gonçalves afirma que os procuradores da República, que integram a força tarefa da Operação Lava a Jato, exageram na dose na apresentação das denúncias contra o ex-presidente Lula – “foi um show de pirotecnia desnecessário”, disse – mas destacou a importância da operação e a ação da Justiça Brasileira. Para Alcindo, as instituições estão funcionando em sua plenitude.
Alcindo Gonçalves acredita que a imagem do ex-presidente está fortemente abalada pelas denúncias e que ele terá de dar muitas explicações à Justiça. Só não quis arriscar uma previsão se Lula pode vir a ser condenado e preso. “Vamos aguardar os acontecimentos”.
Confira a entrevista:



Deixe um comentário