
Em entrevista ao programa Jornal da Orla na TV, o deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB) disse que o Brasil precisa recuperar o tempo perdido e olhar para frente, reunindo os setores produtivos na busca da união nacional e da modernização do país.
“Temos que esperar do governo Temer tudo aquilo que for necessário para que o nosso país possa superar este momento difícil, de crise. Nesta última fase do processo de impeachment, foi quase um ano de economia retraindo a cada mês, 12 milhões de desempregados, um abismo social que se acentuou”.
Segundo Papa, o Brasil tem muita vitalidade e potencial de desenvolvimento reconhecido, mas continua um país arcaico em legislação, burocrático, onde o investimento não flui como deveria fluir. “Temos que modernizar o Brasil, olhar para as futuras gerações, superar esta fase que foi muito traumática”.
Luz no fim do túnel
O deputado federal entende que o presidente Michel Temer não pode adiar um mês sequer as medidas que precisa tomar para que o país volte ter uma economia sustentável. E ele diz confiar na capacidade de Temer: “o presidente conhece profundamente o funcionamento do Congresso Nacional, é um jurista consagrado, tem todas as condições, aliás, tem obrigação de tomar medidas que possam sinalizar para o mercado, para o investidor, para o pequeno e médio empresário, que estaremos trilhando um novo caminho”.
Segundo Papa, estamos vivendo hoje as consequências de uma política econômica irresponsável.
Remédios amargos
As reformas da Previdência e Trabalhistas são temas que precisam ser enfrentados, em sua opinião. “Sem prejuízos aos atuais mutuários, mas olhando para frente, temos que ter o mínimo de responsabilidade com as gerações futuras. Pensar o que é possível fazer para garantir um sistema previdenciário equilibrado, senão quebra. E se quebrar, o sistema paga quem está hoje e não incorpora mais ninguém. Nossos filhos e netos não terão acesso à Previdência”, alertou.
Quanto à reforma trabalhista, o deputado lembrou que as relações comerciais e econômicas no mundo mudaram e este novo mundo precisa estar sintonizado com a legislação. “A CLT tem que ser adequada aos tempos modernos, às novas alternativas de trabalho que o mundo real apresenta todos os dias”.
Desenvolvimento regional
Papa não vê solução para a Baixada Santista se os assuntos não forem tratados com a mesma visão regional e a mesma estratégia. “A Baixada tem um polo industrial dos mais importantes do país, o maior porto da América Latina, tem no turismo e na cadeia de serviços alternativas muitos interessantes, precisamos ter instrumentos para fazer do desenvolvimento regional um reinicio de crescimento como todo”.
De acordo com o deputado, é preciso repensar o sistema que regula a região metropolitana. “São necessárias decisões de caráter regional que a Agem, o Condesb e o próprio Fundo não têm atribuição para isso. É preciso repensar toda a legislação”, disse Papa, que integra a Comissão de Desenvolvimento Urbano na Câmara Federal que estuda a legislação das regiões metropolitanas do Brasil.
“Hoje, cada município estabelece e aprova seu plano diretor e o uso e ocupação do solo, isto sem uma leitura geral. Uma região industrial poderia ser aprovada em São Vicente ao lado de um bairro residencial de Santos, por exemplo, pois são cidades contíguas. Não há estratégia regional de desenvolvimento e a Baixada tem tudo para ser uma das regiões mais desenvolvidas do país. É hora pensar na região como um todo”, propõe.
Veja a entrevista completa:
Em Guarujá, solução caseira
Por ter a candidatura a prefeito de Guarujá impugnada pela Justiça Eleitoral, Farid Madi cedeu o lugar para sua esposa, Haifa Madi. Contra ele pesam as rejeições das contas de todos os anos de seu mandato (2005 a 2008) como prefeito da cidade. Farid recorreu, mas perdeu.
Caso apresentasse recurso junto ao Tribunal Regional Eleitora (TRE) e perdesse, ficaria fora da disputa e perderia o direito de ser substituído. Assim, Farid preferiu passar a vez para a mulher, que já foi deputada estadual.
O que muda, mesmo, é o material de campanha, que vai ganhar detalhes em tons de cor de rosa.
Mudando de opinião
Em 31 de maio, por 8 votos a 3, a Câmara de Cubatão aprovou a instauração de um processo de impeachment da prefeita, Marcia Rosa (PT). Eram nada menos que nove acusações, entre elas as de “desobedecer à bandeira” e “incitar arruaça”.
“No ano passado, pediram minha cassação porque eu não fiz o Carnaval. Este ano, pediram porque eu fiz. É uma tentativa de golpe atrás de outra”, disse a prefeita.
Pouco mais de três meses depois, a mesma Câmara rejeitou o pedido de cassação, que precisava do apoio de dois terços dos vereadores.
O que aconteceu para os vereadores mudarem de ideia em tão pouco tempo?
Como os deputados federais da região vão votar no processo de cassação do deputado federal Eduardo Cunha?
João Paulo Tavares Papa (PSDB): a favor
Marcelo Squassioni (PRB): a favor
Beto Mansur (PRB): “Não posso declarar meu voto antecipadamente, pois, como sou primeiro-secretário da Câmara, vou estar ajudando a dirigir os trabalhos. Tenho que me preservar”.
A estrela do PT
Por conta dos escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores, diversos candidatos petistas estão “escondendo” a estrela vermelha símbolo da legenda em suas propagandas eleitorais.
Um repórter perguntou a Telma de Souza, que é candidata a vereadora de Santos, por que não há a estrela petista no seu material de campanha eleitoral. “Para quê? A estrela sou eu!”, respondeu.
Faz sentido. É o PT santista que precisa dos votos de Telma para conseguir alcançar o chamado cociente eleitoral. Se ela estivesse fora da disputa, as chances de o partido eleger um vereador seriam praticamente nulas.
Em 2006, ela se elegeu vereadora com 20.631 votos (8,47% dos votos válidos), um recorde.



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