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Políticos ficha suja fazem um brinde à derrubada da lei chr34feita por bêbadoschr34

20/08/2016 Jornal da Orla
Políticos ficha suja fazem um brinde  à derrubada da lei chr34feita por bêbadoschr34 | Jornal da Orla
Uma das poucas iniciativas de sucesso no combate a políticos que não andaram na linha, a Lei da Ficha Limpa foi para o espaço esta semana, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Parece que foi feita por bêbados”, criticou o ministro Gilmar Mendes. “É lei malfeita”. 
 
O STF decidiu que ter as contas reprovadas pelo Tribunal de Contas não é motivo suficiente para um político ser considerado inelegível. Para isso, o balancete da gestão deve ser rejeitado pelo Poder Legislativo (vereadores ou deputados) – logo ele que, em praticamente em todo o país, funciona a reboque do Poder Executivo. Na prática, Câmaras municipais e Assembleias Legislativas são meros órgãos carimbadores  das decisões dos prefeitos e governadores.

Lei boa e sóbria
Voto vencido no julgamento, o ministro Luis Roberto Barroso contestou Gilmar Mendes: “A lei é boa, importante e sóbria. Atende algumas demandas importantes da sociedade brasileira, como decência politica e moralidade administrativa. É boa e devemos continuar a aplicá-la”.
 
A culpa é da vítima, decide juiz
Definitivamente, o Brasil é o país onde a linguiça morde o cachorro. Esta semana, a Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização ao fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, que ficou cego do olho esquerdo ao ser atingido por uma bala de borracha disparado pela PM, durante um protesto, em junho de 2013, na capital paulista. Em sua sentença, o juiz Olavo Zampol diz que a culpa foi da… vítima! “Culpa exclusiva do autor, que se colocou em situação de risco”, disse.
 
O juiz só não explicou como um repórter-fotográfico vai conseguir registrar um protesto (e eventuais excessos dos policiais ou vandalismo dos manifestantes) sem estar no local dos fatos.

O falso debate linguístico
Conhecedor incontestável da língua portuguesa, o professor Pasquale Cipro Neto meteu a cumbuca num debate que, travestido de discussão linguística, oculta um bate-boca político no melhor estilo Fla-Flu. 
 
Pasquale comentou a resposta da ministra do STF, Carmen Lúcia, ao ser perguntada se preferia ser chamada de presidente ou presidenta. “Eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa. Eu acho que o cargo é de presidente, não é não?”, disse. 
 
O professor de Língua Portuguesa ensinou a ministra: usar “presidenta” está correto. E deu uma lição de bons modos a Carmen Lúcia: “teria sido melhor ela ter dito simplesmente Prefiro presidente”, indicou.
 
Professor Pasquale pode ter razão, mas que usar “presidenta” é esquisito, é! E, pelo andar da carruagem, vai ser uma palavra cada vez menos usada…
 
Dedicação integral
O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), se licenciou do cargo para se dedicar à campanha de reeleição. A vice-prefeita Maura Lígia Costa Russo assumiu o comando da cidade.
 
Bandeirante calunga
Em São Vicente, virou motivo de chacota a declaração do prefeito Luis Cláudio Bili, em entrevista ao jornal A Tribuna, na qual disparou: “Eu sou o bandeirante da política vicentina”. Um crítico feroz à sua administração comentou: “Só se for na parte de matar os índios…”
 
Mosca branca
Bili é um caso raro na política: além de não ser candidato à reeleição, é um prefeito que está sem partido.

Compromisso com a transparência 
O Comitê Santista de Combate à Corrupção Eleitoral e ao Caixa 2 espera que os candidatos a prefeito de Santos assumam o compromisso público de, no caso de vitória, adotar uma série de ações que garantam transparência e participação da sociedade na gestão pública. 
 
A carta-compromisso foi lançada em evento realizado terça-feira (16), na sede da OAB-Santos. “Será um instrumento para que a sociedade possa cobrar o eleito”, diz Célio Nori, coordenador do Fórum da Cidadania, entidade que integra o Comitê.

Pedido aos candidatos

Senhores candidatos à Prefeitura e Câmara. Por favor, não se exponham ao ridículo! Nada de ficar comendo pastel na feira, pegar criancinha no colo ou dar tapinha nas costas só para posar de bacana, em troca de voto. A inteligência do eleitor merece respeito! Ele quer mesmo é ouvir propostas para a cidade. 
 
É um alerta para que os candidatos locais não repitam as cenas constrangedoras protagonizadas esta semana por Marta Suplicy (PMDB), que dançou com criancinhas numa escola, e João Dória, que não escondeu o desconforto ao comer um pastel na feira e tomar um pingado no balcão de uma padaria. Viraram chacota na internet.