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Mansur entra na briga pela Presidência da Câmara Federal

09/07/2016 Jornal da Orla
Mansur entra na briga pela Presidência da Câmara Federal | Jornal da Orla
O deputado Beto Mansur (PRB-SP) entrou na briga pela presidência da Câmara Federal. Atual primeiro-secretário da Casa, ele é um dos cotados para assumir a vaga do presidente afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo na quinta-feira (7) e agora tenta salvar seu mandato. O  novo presidente  cumprirá um mandato tampão que vai até fevereiro do próximo ano. A eleição deve ocorrer entre terça (12) e quinta-feira (14).
 
Na sexta-feira, Mansur anunciou oficialmente que é candidato à sucessão de Cunha em entrevista coletiva. Segundo ele, a Casa “precisa de um deputado compromissado com as medidas econômicas propostas pelo Palácio do Planalto”. 
 
Para Mansur o novo presidente da Casa tem de ser alguém que tope tocar uma pauta impopular. “Esse deputado precisa ser alguém em consonância com o que é preciso fazer para auxiliar o governo em políticas de terceirização, de mudança das leis trabalhistas e defesa da Lei da Previdência”.

Disputa acirrada
A disputa pela presidência da Câmara Federal promete ser bastante acirrada. O cargo, além de prestígio, dá muito poder a quem ocupa, pois o presidente da Câmara assume a presidência da República na ausência ou em caso de viagem do interino, Michel Temer. Vale destacar que foi Eduardo Cunha, no cargo, quem comandou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 
 
Como primeiro -secretário da Casa, Mansur vem ganhando destaque na imprensa nacional e tem costurado apoio de outros parlamentares, mas terá de vencer outros nomes fortes no Parlamento. Até a tarde de sexta-feira (8), além de Mansur já haviam oficializado a candidatura ao cargo os deputados Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Gaguim (PTN-RO), Carlos Manato (SD-ES) e Marcelo Castro (PMDB-PI).  A tendência é de que a eleição seja decidida em dois turnos.
 
Planalto a distância
No Palácio do Planalto a ordem é para que integrantes do governo  não interfiram na disputa para não repetir o erro de Dilma Rousseff, que apostou em um candidato do PT, perdeu para Cunha e arrumou um inimigo mortal. A única certeza na eleição da Câmara é a de que o vencedor será um deputado aliado do governo do presidente interino.

O choro de Cunha
Ao anunciar sua renúncia à presidência da Câmara, última tentativa para salvar seu mandato e manter foro privilegiado no processo que investiga atos de corrupção, Eduardo Cunha chorou ao falar de sua família.
 
“Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvida, inclusive, de que a principal causa de meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment da presidente afastada”, afirmou Cunha.
 
Julgamento da história
O deputado afirmou ainda estar convencido de que a história fará justiça “ao ato de coragem que teve na Câmara” ao abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.  E voltou a se declarar inocente das denúncias de corrupção de que vem sendo acusado: “Tenho consciência tranquila não só da minha inocência bem como de ter contribuído para que o meu país se tornasse melhor e se livrasse do criminoso governo do PT”.