Tecnologia

Operações em bancos digitais exigem atenção

11/06/2016 Da Redação
Operações em bancos digitais exigem atenção | Jornal da Orla
Que a internet facilitou o dia a dia das pessoas nos mais diferentes setores da vida não há como duvidar. Hoje, até aqueles que viveram e se educaram em era anterior à digital vão se familiarizando com os procedimentos virtuais devido às vantagens, como acesso rápido e prático. Mas quando o clicar de dedos envolve dinheiro, como é o caso das transações bancárias realizadas via digital, surgem dúvidas e receios de riscos de fraudes. Aí, muitos consumidores abrem mão da comodidade on line por julgar o sistema inseguro. Mas será que este medo tem fundamento?
 
O advogado Gerson Garcia Cervantes, mestre em Direito do Consumidor, lembra que o uso de meios eletrônicos nas operações bancárias não é uma tendência passageira, “pelo contrário, cada vez mais este meio está e estará sendo utilizado quer pela sua praticidade, rapidez e menor custo”.
 
Em sua opinião, “resta aos consumidores seguir a corrente e tomar cuidados adicionais para evitar cair em “golpes” ou em situações que nos deixem expostos a riscos desnecessários. “O sistema bancário brasileiro é reconhecido mundialmente como um dos mais modernos e seguros”, diz Gerson Cervantes, professor de pós graduação da Unisanta.
 
Medidas de proteção são fundamentais
A primeira recomendação que o advogado faz é a instalação de um antivírus no computador de uso frequente e evitar a realização de qualquer operação bancária em computadores públicos, cujos dados podem estar sendo copiados ou acessados por terceiros. “A cada acesso estamos expostos a vírus e  “malware”, eles estão espalhados por todos os lugares. Com apenas um clique você poderá se expor a riscos, como vírus, farsantes e conteúdos impróprios”, alerta.
 
Outro cuidado é com e-mail ou telefonema de banco pedindo atualização de dados. “Bancos jamais vão fazer atualização de dados enviando um e-mail ou pedindo por telefone. Estes correios eletrônicos devem ser imediatamente removidos de sua conta sem abrir os anexos”, orienta. Uma outra armadilha é navegar em sites “maliciosos” que podem levar ao acesso ao seu computador e à captação de senhas e dados.
 
Gerson Cervantes ressalta que a medida mais importante é nunca divulgar sua senha a terceiros, quer pessoalmente, telefone ou e-mail. “Nenhuma operação bancária ocorre sem o uso da senha pessoal”.
 
Movimentações estranhas
Ao perceber movimentações estranhas na conta corrente, a recomendação do advogado é que comunique imediatamente o fato ao banco, de preferência através de seu próprio telefone ou pessoalmente, pois telefones públicos ou mesmo de terceiros podem estar sendo usados pelos golpistas. “Relate os fatos com detalhe sempre que possível identificando valores, data, ficando com protocolo da comunicação que deve conter quem recebeu, a data e o horário. Em determinadas situações também é viável comunicar à autoridade policial para efetuar o registro de ocorrência. Guardar e imprimir todos os dados também e necessário para manter registro do ato”.

Perda de documento e uso da identidade
Ocorrendo perda, furto ou roubo de documento, a pessoa deve registrar imediatamente um Boletim de Ocorrência, comunicando também o banco ou a administradora de cartões. É que, assim como ocorre na vida real, a identidade de uma pessoa também pode ser utilizada na internet para obter vantagens indevidas.

“Isso pode ocorrer caso alguém crie um perfil em seu nome em uma rede social, acesse sua conta de e-mail e envie mensagens se passando pela pessoa ou ainda falsifique os campos de e-mail, fazendo parecer que ele foi enviado por você. Quanto mais informações você disponibiliza sobre a sua vida e rotina, mais fácil se torna para um golpista furtar a sua identidade, pois mais dados ele terá disponível e mais convincente ele pode ser”, adverte o especialista em Direito do Consumidor.

O site www.serasaconsumidor.com.br permite a realização de um alerta para evitar fraudes; o serviço é gratuito e ajuda a evitar o uso indevido dos documentos.

 
Responsabilidade do banco em caso de fraudes 
Se houver falha de segurança no procedimento o banco será responsabilizado, com consequente indenização, indiferente se a fraude se der por meio eletrônico ou não, garante Gerson Cervantes. Mas a responsabilidade do banco não ocorre em todas as situações. “Se houver prova que  o evento for ocasionado por culpa exclusiva do consumidor e também  quando ocorre culpa exclusiva de terceiros, não se provando a existência de falha nos procedimentos de segurança do banco, este não se responsabiliza por eventuais danos.Em situações como essa sempre procure a instituição para análise da situação. Se não resolver, consulte um advogado para melhor orientação”, finaliza.