Em Off

Afinal, somos governados por um bando de ladrões?

28/05/2016 Jornal da Orla
Afinal, somos governados por um bando de ladrões? | Jornal da Orla
As novas gravações de figurões de Brasília revelam que somos governados por um bando de ladrões, que se associaram para assaltar os cofres públicos. Os tubarões, grampeados, afirmam que a imensa maioria dos parlamentares e políticos está com o rabo preso e que apenas uma pequena minoria, cerca de 5%, não teria recebido dinheiro sujo.
 
O fato é que os grampos realizados pelo ex-senador Sérgio Machado, que foi presidente da Transpetro por mais de uma década, com o ex-presidente José Sarney e os com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiro, deixaram os políticos de Brasília apavorados. Ninguém mais dorme tranqüilo.
 
Nas gravações, Renan Calheiros admite que os políticos estão “com medo” da Operação Lava Jato e revela que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, o procurou. “Ele está com medo”, afirma o presidente do Senado.
 
Nos diálogos revelados, fica claro que os caciques políticos iriam tentar barrar a Lava Jato e propor um grande acordo envolvendo parlamentares  de todos os partidos, Poder Judiciário e imprensa. O objetivo: frear a Lava Jato, “passar uma borracha sobre tudo”  e salvar a pele dos envolvidos na bandalheira.
 
“Coitado do Lula”
José Sarney cita o ex-presidente Lula: “coitado do Lula, está em depressão”. Apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter sido citado várias vezes, não houve nenhuma nota oficial da Suprema Corte sobre o assunto.
Os políticos acusados de participar da roubalheira morrem de medo de ser julgados pelo juiz federal Sérgio Moro, que tem sido implacável com os corruptos. Preferem ficar nas mãos dos ministros do STF. Por que, só Deus sabe…
 
Homem bomba
Nas próximas semanas o clima político deve esquentar ainda mais. Segundo a revista Veja, Sérgio Machado, o mesmo que gravou e entregou os companheiros de bandidagem, é um verdadeiro “homem bomba”. Sua delação premiada pode complicar a vida de muitos figurões de Brasília, principalmente a de Renan Calheiros. A conferir!
 
Quatro enrolados que não dormem bem
Lula – Apavorado com a possibilidade de ser preso, estaria sofrendo de uma profunda depressão. Ele é acusado pelo ex-deputado e ex-presidente do PP, Pedro Corrêa, de ter gerenciado pessoalmente o esquema de corrupção na Petrobras. Seu acusador disse ao juiz federal Sérgio Moro que sempre foi um especialista na “arte de comprar votos” e admitiu que embolsa propinas desde a década de 1970. Assaltou os cofres públicos em quase 20 órgãos do governo. Com um currículo assim, Corrêa tem cacife para ferrar Lula.
 
Aécio Neves – O presidente nacional do PSDB é citado por vários delatores por ter recebido dinheiro em esquemas fraudulentos e de ter conta no exterior. O “homem bomba” Sérgio Machado garante que Aécio será “comido” pela Lava Jato. Já Renan Calheiros disse que “Aécio está com medo”. A situação do senador mineiro é complicada e pode ficar piorar com as novas delações. Dificilmente terá condições políticas de disputar novamente a presidência da República.
 
Renan Calheiros – Investigado em vários inquéritos no STF, a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros, se complica a cada dia. A delação premiada de seu apadrinhado político, Sérgio Machado, pode ferrar de vez com a sua vida.
 
Eduardo Cunha – Afastado da Presidência da Câmara pelo STF, Eduardo Cunha usa sua tropa de choque no Parlamento para não ter seu mandato cassado. O que se diz em Brasília é que ele tem muitos deputados na mão. É acusado de receber milhões em propinas no escândalo do Petrolão. Por ser um homem que sabe demais, não é possível afirmar com segurança se vai acabar em cana. Enrolado até o pescoço, ele está.

Vereador alerta para dificuldades nos hospitais filantrópicos
Em entrevista no programa Jornal da Orla na TV, o vereador Ademir Pestana (PSDB) destacou a necessidade de os governos estadual e federal ajudarem no custeio do Complexo Hospitalar dos Estivadores.
 
“É preciso buscar junto ao governo do estado, que atende bem outras regiões metropolitanas, mas não a nossa. Isso precisa ser revisto”, destacou.
Segundo ele, a região vem perdendo o número de leitos. “Faltam leitos de CTI, UTI Neonatal e de Adultos. Em 15 anos, atendimento pelo Sistema Único de Saúde diminuiu em 16 mil leitos. 
 Pestana também alertou para as dificuldades enfrentadas pelas entidades filantrópicas. “Não adianta ter uma isenção tributária de R$ 6 milhões ao ano, quando a instituição opera com um déficit de R$ 9 milhões”, exemplificou Pestana, que também é presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência.