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Cunha dá mais um show de cinismo na Câmara

21/05/2016 Jornal da Orla
Cunha dá mais um show  de cinismo na Câmara | Jornal da Orla
Com a velha arrogância de sempre, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deu mais um show de cinismo na Câmara Federal, desta vez ao depor no Conselho de Ética. Atolado até o pescoço na roubalheira do petrolão, Cunha voltou a negar ter contas no exterior – são todas de um truste (empresas abertas no exterior),  diz ele, do qual seria apenas beneficiário.
 
Cunha usou as mesmas artimanhas, mas passou por momentos de constrangimento. O deputado Julio Delgado (PSB-MG), por exemplo, questionou: “Se o dinheiro dessa conta compra um vinho de US$ 1.000, eu pergunto ao senhor, quem bebe o vinho, o senhor ou o truste?”
 
E mais: “Num hotel em Dubai, de US$ 20 mil, quem dormiu nos lençóis de seda, o senhor ou o truste ?” Desta vez, Eduardo Cunha preferiu não responder.
 
Sabe demais
O fato é que vai ser difícil a Câmara cassar Eduardo Cunha, apesar das inúmeras provas apresentadas contra ele: afinal, o presidente afastado da Câmara teria em mãos dossiês comprometedores sobre a vida de mais de 100 parlamentares. Viva o Brasil!

Michel Temer derrapa no início de governo

Se a equipe econômica tem nomes de primeira, o mesmo não se pode dizer da liderança na Câmara Federal: o presidente interino Michel Temer derrapou feio ao nomear como seu líder Andre Moura, um inexpressivo parlamentar do nanico PSC e bastante ligado a Eduardo Cunha, o presidente da Casa afastado pelo STF.
 
O novo líder do governo é investigado na Lava Jato e réu em três ações penais no STF sob acusação de desvio de verbas. Ele também responde a um inquérito por tentativa de homicídio. Belo currículo, não?
 
Para um governo que precisa conquistar a confiança da sociedade, convenhamos, a escolha de um líder com essa folha corrida não foi das mais felizes…

Pressão popular é fundamental para reformas saírem, diz Bruno Covas 
O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), tem muito a fazer, para reverter a situação financeira do Brasil, realizando reformas que deveriam ter sido feitas há anos. A avaliação é do deputado federal Bruno Covas (PSDB), que participou do programa Jornal da Orla na TV. 
 
“Uma das piores heranças malditas que os governos petistas deixam é que tivemos 13 anos com alta avaliação e não se aprovou nenhuma reforma. Foram 12 anos perdidos em uma perspectiva de futuro”, afirma.
 
Segundo ele, são fundamentais as reformas da Previdência, do sistema tributário, a política e a trabalhista. “Não dá mais para deixar embaixo do tapete os problemas pelos quais o Brasil passa”, afirma.
 
Para ele, a pressão popular é fundamental neste processo. “Deputado gosta de cargo, de poder, mas gosta da próxima eleição. Ele sabe que o povo está verificando”.