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Dilma deve cair pelo chr34conjunto da obrachr34, avalia deputado

23/04/2016 Jornal da Orla
Dilma deve cair pelo chr34conjunto da obrachr34, avalia deputado | Jornal da Orla
O apoio da maioria esmagadora da Câmara Federal ao afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) se deve não apenas às pedaladas fiscais, mas “ao conjunto da obra”. A avaliação é do deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB), que participou do programa “Jornal da Orla na TV”.
 
Segundo ele, o iminente impeachment é  um efeito retardado do que foi o primeiro governo Dilma e o que foi campanha eleitoral. “O governo brasileiro abandonou a agenda de desenvolvimento, estratégica, e se firmou numa agenda de demandas políticas pequenas, regionais, sem as devidas precauções com o futuro do nosso país”. 
 
Papa acredita que quem defende o fim deste governo não está apenas olhando para as pedaladas fiscais. “Claro que é crime, sim. Mas não é essa a questão. As pessoas estão perdendo emprego, os empresários não têm segurança para fazer nenhum investimento, o Brasil está parando. A urgência na mudança de governo está diretamente ligada ao risco de o nosso país entrar em colapso”, disse.
 
Para ele, “o futuro governo Temer, se tiver, terá que dar claros sinais para a sociedade, de reorganização, enxugar ministério, manter agenda social, criar uma agenda desenvolvimentista, resolver as questões tributárias, enfim, dar sinais de uma nova mentalidade”.
 
O papel patético do deputado Bolsonaro
O deputado federal Jair Bolsonaro é um radical, defende ideias de extrema direita e normalmente revela um comportamento pouco civilizado. Agride mulheres, homossexuais e os que não concordarem com seu pensamento. Violência é sua marca registrada. Enfim, um valentão no Parlamento. Ainda assim, tem milhares de seguidores e, segundo pesquisa de opinião, teria 8% de votos se for candidato à presidência da República.
 
Bolsonaro tem direito a ideias retrógradas, mas na votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) ele passou dos limites. Enalteceu a memória de um torturador confesso, de forma absolutamente irresponsável e leviana.
 
Crime contra a humanidade
 A prática da tortura é reconhecida como “crime contra a humanidade” pela ONU e, portanto, o deputado valentão deveria ter o mandato cassado, assim como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, acusados na Operação Lava Jato de pilhar os cofres públicos. Vale lembrar, a exemplo da tortura, a corrupção também é tipificada como “crime contra a humanidade”.
 
Mas esperar que o Congresso Nacional tenha a decência de cassar defensores da tortura e ladrões do Erário talvez seja sonhar alto demais no Brasil. A conferir.
 

Dilma faz discurso comportado na ONU
Ao contrário do que do que muitos veículos de comunicação previam, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez um discurso equilibrado na ONU (Organização das Nações Unidas), onde líderes mundiais abordaram a questão de mudanças climáticas. Em nenhum momento a presidente usou a palavra golpe para se referir ao processo de impeachment autorizado pela Câmara Federal.
 
Dilma apenas falou que o Brasil vive um grave momento. Mas destacou que a sociedade brasileira “soube vencer o autoritarismo e concluir uma pujante democracia. Nosso povo é trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Não tenho dúvidas de que saberá impedir quaisquer retrocessos”, concluiu.

A presidente retorna ao Brasil neste domingo, quando reassume o cargo.
 
Temer monta equipe
O processo de impeachment prossegue no Senado. Pelo menos 46 senadores já se declararam a favor do afastamento da presidente (são necessários 41 votos) por até 180 dias. Para que o impeachment seja decretado são necessários 54 votos.
Com o virtual afastamento da presidente, que deve ocorrer entre os dias 12 e 17, o vice, Michel Temer (PMDB), já está definindo seu ministério.

 
Exército presta homenagens
Em cerimônia realizada no Forte dos Andradas, o comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, general-de-brigada João Chalela Júnior, prestou homenagem a três personalidades: o professor Edison Monteiro, diretor regional da Unip; a Roberto Lemos, diretor do Fórum Federal; e a Julio Baida, delegado regional da Polícia Federal. Eles receberam o diploma e medalha de colaborador do Exército, honraria concedida a civis que prestam relevantes serviços à instituição.