Em Off

Delação do chr34fim do mundochr34 apavora políticos de Brasília

26/03/2016 Jornal da Orla
Delação do chr34fim do mundochr34 apavora políticos de Brasília | Jornal da Orla
O feriado prolongado deu um refresco, mas a informação de que Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato, pretende “colaborar de forma definitiva” com a Justiça simplesmente apavora políticos de Brasília. Seria a tal “delação fim do mundo” que pode arruinar a carreira e até colocar na cadeia gente graúda da situação e oposição. É consenso de que ninguém consegue mais segurar a Operação Lava Jato. A semana promete ser muito tensa.
 
A divulgação de uma lista contendo o nome de mais de 200 políticos que teriam recebido dinheiro da Odebrecht, depois colocada sob sigilo pelo juiz Sérgio Moro, seria só um aperitivo do que vem pela frente. O clima é de terror e perplexidade na capital da República.

Nomes da Região
Dos mais de 200 nomes que aparecem na lista apreendida pela Polícia Federal na casa de Benedito Barbosa, funcionário da Odebrecht, cinco são da região  – Beto Mansur, Márcia Rosa, Paulo Alexandre Barbosa , Sérgio Aquino e Telma de Souza. Todos negam qualquer irregularidade. Mansur é o único que admite ter recebido doação eleitoral da Odebrecht, no valor de R$ 399.985,50, via Partido Progressista (PP), pelo qual disputou as eleições em 2012. Segundo ele, a doação foi legal e declarada à Justiça Eleitoral. Todos os demais afirmam não ter recebido doações da Odebrecht.
 
STF vai decidir
Caberá ao STF (Supremo Tribunal Federal) decidir, caso a caso, se as supostas doações a mais de 200 políticos de fato ocorreram, e, em caso positivo, se foram realizadas de forma legal ou se foram pagamento de propina.
 
Ao decretar sigilo sobre a lista, que inclui governadores, prefeitos, senadores e deputados federais, de 24 partidos políticos, o juiz Sérgio Moro declarou “que é prematura a conclusão quanto à natureza desses pagamentos”.

Futuro de Dilma nas mãos do PMDB

Principal aliado do governo Dilma Rousseff (PT), o PMDB decide nesta terça-feira (29) se fica ou abandona o barco, como desejam lideranças do partido, como o seu presidente, Michel Temer. Setores que defendem a permanência do governo são comandados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelos sete integrantes da legenda que ocupam cargos de primeiro escalão no governo.
 
Ministro Porcina
Embora continue como ministro Porcina, o ex-presidente Lula tem atuado fortemente nos bastidores para manter a aliança com o PMDB. Ao contrário de sua sucessora, Lula sabe fazer política e tenta convencer aliados a não abandonar o barco. Impedido de assumir o ministério (chefia da Casa Civil), por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, Lula tem atuado de maneira informal como o principal articulador político do governo. 
 
Longe de Moro
Depois que o ministro do STF, Teori Zavascki, decidiu retirar do juiz Sérgio Moro as investigações sobre Lula, transferindo todas as decisões para a mais alta Corte do país, o ex-presidente começou a atuar com mais desenvoltura para ajudar o governo Dilma. O risco de ter sua prisão decretada, pelo menos nos próximos dias, está afastado. Lula ficou longe de Moro.
 
A decisão de Teori foi aplaudida pelo governo, mas muito criticada por setores da oposição, já que o ex-presidente Lula, fora do ministério, não tem direito a foro privilegiado.
 
Puxão de orelha
Além de retirar de Moro as investigações sobre Lula, Teori deu um puxão de orelha no juiz que conduz a Operação Lava Jato.  Segundo o ministro, Moro avançou o sinal ao divulgar gravações telefônica com a presidente Dilma e ao divulgar informações que envolvem autoridades com foro privilegiado.

Presidente da OAB de Santos defende instauração do processo de impeachment
Em entrevista ao Jornal da Orla na TV, o presidente da OAB-Santos, Rodrigo Julião, defende a instalação do processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, mas faz uma ressalva: “Nossa posição não é favorável ,ou não, à destituição da presidente. Defendemos o procedimento de impeachment, para que ela preste esclarecimentos sobre todos estes fatos, sempre com direito ao contraditório, à ampla defesa”, explica. 
 
Ele avalia que, ao mesmo tempo que a Operação Lava Jato provoca tristeza no brasileiro, ela também dá esperança. “Alguns dos maiores empresários do país estão presos, sem perspectivas de sair. O instituto da delação premiada foi um avanço, abriu o processo da investigação para o país inteiro. É um momento de transição, nosso problema sempre foi cultural, o brasileiro não acredita no Poder Judiciário como deveria acreditar.  
 
A respeito da decisão do ministro do STF, Teori Savascki, que retirou do juiz Sérgio Moro a competência de julgar o ex-presidente Lula, Julião acredita que foi acertada. “Como cidadão, eu queria uma celeridade na apuração dos fatos, mas,  como advogado, acredito que foi uma decisão muito bem baseada tecnicamente. O foro privilegiado não foi dado”.
 

Confira a entrevista ao Jornal da Orla na TV