Santos

Aumentam em 45chr37 os casos de falta de energia por causa de pipa

14/03/2016 Da Redação
Aumentam em 45chr37 os casos de falta de energia por causa de pipa | Jornal da Orla
A CPFL Piratininga, distribuidora que atende 27 municípios no interior do estado de São Paulo e Baixada Santista, faz um balanço dos desligamentos causados pelas pipas no período de férias 2015/2016 (julho e dezembro de 2015 e janeiro e fevereiro de 2016).
 
Nesse período, foram registrados 3.703 desligamentos, aumento de 45% nos casos em relação ao mesmo intervalo de tempo em 2014 e 2015, quando foram registrados 2.554 desligamentos. Apesar do crescimento do número de incidentes, a média de clientes afetados por ocorrência caiu para 102 em 2015, contra 112 consumidores em 2014. Essa redução se explica pelos investimentos em tecnologia, como automação de rede, que permitem isolar mais rapidamente o problema para um menor número de consumidores.
 
Na região da Baixada Santista foram registrados 1.561 desligamentos, em 2015/2016. Na mesma época de 2014/2015, foram registrados 1.275 desligamentos. A falta de energia causada pelas pipas poderia ser evitada se alguns cuidados fossem adotados. É importante escolher um local longe da fiação elétrica, como campos abertos e parques, preferencialmente áreas planas, fugindo do entorno de rodovias ou das avenidas de intenso movimento, evitando inclusive os atropelamentos. 
 
Outra preocupação é em relação ao papel utilizado, pois o papel alumínio, ou mesmo papel laminado, são condutores elétricos. Enroscadas nos cabos da rede elétrica, muitas pipas continuam causando interrupções meses depois de terem sido perdidas. Isso ocorre porque a linha, enrolada nos cabos elétricos, se torna boa condutora de energia quando chove. 
 
A tentativa de resgatar uma pipa enroscada na fiação pode provocar desligamentos no fornecimento de eletricidade e causar acidentes com vítimas. Subir em telhados ou postes para recuperar o brinquedo representa risco de choque, assim como tentar removê-lo com canos ou bambus. Não é indicado soltar pipas quando estiver chovendo ou com descargas atmosféricas (raios), pois elas funcionam como para-raios, conduzindo energia. Também é perigoso brincar em lajes, porque qualquer distração pode causar uma queda.
 
O uso do cerol (mistura de cola, limalha e vidro moído) ou da chamada “linha chilena” deve ser evitado. No Estado de São Paulo, utilizar cerol é considerado crime, e sua formulação pode conter limalha de ferro, que provoca curtos-circuitos e choques elétricos. 
 
O ideal é soltar pipas longe da rede elétrica. Se acontecer de o brinquedo ficar preso na rede, a melhor coisa a fazer é dá-lo como perdido. A tentativa de recuperação pode provocar acidentes de grandes proporções, inclusive com vítimas, além de interrupções no fornecimento de energia.
 
Como soltar pipas com segurança

Pipas devem ser empinadas longe de rede elétrica e de preferência em espaços abertos como praças, parques e campos de futebol. Isso evita interferências na qualidade do fornecimento de energia elétrica, serviço telefônicos e em antenas; 
Por segurança, evite também canteiros centrais de ruas, avenidas ou rodovias, locais onde existe fluxo de veículos;
É necessário ter cuidado com ciclistas e motociclistas. Acidentes acontecem porque as linhas não podem ser vistas;
Caso a pipa enrosque nos cabos elétricos, é melhor desistir do brinquedo. Subir em postes para recuperá-las representa risco de choque, assim como tentar removê-las utilizando madeiras, canos ou bambus;
A utilização de “rabiolas” deve ser evitada, pois elas agarram nos fios elétricos, desligando o sistema e provocando choques;
Utilizar papel alumínio na confecção da pipa é perigoso, pois este material ér condutor e em contato com a rede elétrica, provoca curtos-circuitos;
Não é indicado soltar pipas na chuva. Ela funciona como para-raios, conduzindo energia;
Não é indicado subir nas lajes das casas para empinar pipa, qualquer distração pode causar uma queda;
Linhas metálicas não devem ser usadas no lugar da linha comum, pois podem provocar choques elétricos.