
É uma toxina produzida naturalmente pela bactéria Clostridium botulinum em alimentos processados de forma inadequada, comum em conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, picles), salsicha, presunto, carne frita conservada em gordura (carne de lata) e outros. A toxina produz o botulismo, um estado de intoxicação rara, porém grave e que pode ser fatal.
A toxina provoca a perda da função de nervos que controlam os músculos, resultando em uma paralisia flácida dos músculos. Em 1989, o FDA aprovou a toxina botulínica do tipo A como medicamento, a ser utilizada no tratamento dos distúrbios do movimento caracterizados por contração inapropriada e involuntária. Inicialmente, foi usada no estrabismo, forçando o relaxamento do músculo que, ao contrair, produzia o movimento do olho de forma não adequada.
Posteriormente, em 2002, a toxina passou a ser usada na perspectiva estética, relaxando os músculos faciais e amenizando as rugas. Para essa finalidade, os efeitos são rapidamente observados e persistem, no máximo, por seis meses. A reaplicação só poderá ser feita após três meses, ao menos. O profissional para aplicá-lo tem de ter experiência e boa técnica para um resultado satisfatório.
A toxina botulínica, nos dias de hoje, tem múltiplas aplicações. Reduz a sudorese excessiva, ameniza a dor facial do trigêmio, controla certos tipos de disfunções urinárias, reduz contrações musculares excessivas, dentre outras situações. Apesar de relativamente seguro, as reações adversas podem ser dramáticas. Problemas em respirar, falar ou engolir podem surgir a partir de horas após a aplicação, ou mesmo depois de semanas. Nesses casos, a atenção médica deve ser imediata pelo risco da progressão do problema.
A disseminação dos efeitos pelo organismo como um todo também pode ocorrer, apresentando-se como quadro grave. Nessa condição, é possível que haja perda de força e fraqueza muscular em todo o corpo; visão dupla ou borrada; pálpebras caídas; rouquidão, mudança ou perda da voz (disfonia); dificuldade em dizer palavras com clareza (disartria); e perda de controle da bexiga.
Se ainda tiver dúvidas, encaminhe-as para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos. O contato pode ser pelo e-mail [email protected] ou por carta endereçada ao CIM, avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002.



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