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Sobram balas na metralhadora verbal de Jair Bolsonaro

27/02/2016 Jornal da Orla
Sobram balas na metralhadora verbal de Jair Bolsonaro | Jornal da Orla
Considerado um “mito” pela parcela mais conservadora dos brasileiros, o deputado federal Jair Bolsonaro voltou a disparar sua metralhadora verbal, na visita em que fez à Câmara de Santos, na tarde de sexta-feira (26), a convite do vereador Douglas Gonçalves (DEM).
 
A sala de reuniões ficou lotada por simpatizantes, que aplaudiam calorosamente o discurso do parlamentar, que, mais uma vez, soltou o verbo contra a presidente Dilma, o PT, o sistema de cotas raciais, reservas indígenas, áreas quilombolas… Antes do evento, ele concedeu entrevista exclusiva.  A seguir, alguns trechos da conversa:
 
Bolsonaro, 2018
“Se eu falar que sou candidato a presidente, você está querendo que o TRE me dê no mínimo uns R$ 100 mil de multa. No meu novo partido, o PSC, que devo filiar-me agora dia 2, o compromisso é quem tiver disparado vai ter a legenda. No momento, eu estou disparado na frente. Não sou cavalo paraguaio. Pode ter certeza que vocês vão ter uma terceira via em 2018”.
 
“Não estou fazendo por mim. Por mim, continuaria deputado federal, como se fosse um biônico. Eu tenho uma reeleição tranquila, eu não gasto nada. Se fosse pensar em mim, continuaria deputado, estaria tomando água de coco, na Barra da Tijuca, não estaria ouvindo suas perguntas. Estou pensando no Brasil”.
 
As polêmicas
“Não gero polêmica. É que, no Brasil, o político não está acostumado. É vaselina, politicamente correto, demagogo, não fala o que tem que falar. Não legisla, vota de acordo com interesses escusos”.
 
Cotas
“Olha a minha cara. É justo minha filha ser cotista? Mas ela vai ser cotista porque o meu sogro é o Paulo Negão”.
 
Porte de armas
“A arma é fator de inibição. O que coloca em situação de igualdade uma mulher, um mais velho e um mais jovem é exatamente uma arma de fogo. Nós passamos a nos respeitar. No período militar, você comprava arma de fogo na Mesbla (loja de departamentos) e não tinha essa violência toda que está aí. Agora, uma briga de trânsito acabar em tiro, isso aí infelizmente vai acabar acontecendo”.
 
Fascista 
“Me chamar de fascista, racista, homofóbico… isso é para idiota. Põe argumentos. Eu saio na rua e não sou vaiado. Quando chego a um aeroporto, sou tratado como popstar. É o retrato da falta de lideranças políticas no país”.
 
Impeachment
“A chance do impeachment aumentou um pouquinho. Mas quem vai tirar ela de lá vai ser a economia. Estamos perdendo 4 mil empregos por dia e não temos chance de recuperar. Inflação de dois dígitos, recessão, dívida externa aumentando assustadoramente, crise de energia”. 
 
Alckmin
“Por que o Geraldo Alckmin se aproximou do MST? Se aproxima logo do PCC, são marginais da mesma maneira! O desgraçado do produtor rural, que já vive num inferno, agora tem o MST contra ele, com o apoio do Governo do Estado. Até acho que Alckmin não é dos piores, mas não essa política de agradar todo mundo para conseguir um mandato. Um governador precisa aprender a dizer “não”. O que só diz “sim” é demagogo”.

Confira aqui o vídeo da visita de Jair Bolsonaro



“Ninguém tem coragem de prender o Lula”, diz Mohamed

Em entrevista ao programa Jornal da Orla na TV, o advogado Roberto Mohamed acredita haver provas suficientes que comprometem o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva com os esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Mas, pelo menos por enquanto, “ninguém tem coragem de prender o Lula”.
 
No entanto, ressalta, “a partir do momento que as forças políticas perceberem que essas ameaças de que “o povo vai reagir”, que vai fazer não-sei-o-quê se o Lula for preso, que isso é balela… eu não acredito que ele vá ser preso, mas vai ser processado e condenado”.
 
Confira aqui a entrevista completa



Respeito na placa
Em vez do desenho mostrando uma pessoa curvada e de bengala, uma figura em pé, tendo ao lado a inscrição “60+”. Esta mudança na sinalização de vagas, filas e acentos preferenciais de idosos foi aprovada, em primeira discussão, pela Câmara de Praia Grande.
 
“A imagem de uma pessoa arqueada, portando uma bengala, que mal consegue se manter em pé, não espelha apropriadamente a nossa população idosa contemporânea”, justificou o vereador Antonio Eduardo Serrano (Pros), autor da proposta.
 
A placa foi criada pelo Movimento Nova Cara da Terceira Idade, que disponibiliza seu uso em qualquer cidade do país. O projeto precisa ser aprovado em segunda discussão e sancionado pelo prefeito, Alberto Mourão (PSDB).