
Nos últimos tempos, sua vida não tem sido nada fácil: afinal, velhos companheiros de partido e de governo e grandes empresários amigos estão presos. Alguns podem fazer delação premiada e, por enquanto, só Deus sabe o que pode vir pela frente.
O Ministério Público e a Polícia Federal apertam o cerco sobre o ex-presidente e maior liderança do PT. O tríplex no Guarujá, que seria adquirido por ele e por dona Marisa Letícia, e o belo sítio usado pela família em Atibaia, são fantasmas que saíram do armário para assombrar Lula.
O distraído
O presidente distraído, que nunca soube das roubalheiras de companheiros e amigos, terá de explicar suas relações com o tríplex e com o sitio, ambos reformados e ampliados, respectivamente, pela OAS e Odebrecht, por coincidência, duas empresas envolvidas na Lava Jato.
Por que os funcionários do prédio onde está o tríplex foram orientados a não falar que Lula e familiares acompanharam a reforma do imóvel, que custou mais de R$ 700 mil? Por que a Odebrecht teria pago R$ 500 mil, em dinheiro vivo, para a proprietária do estabelecimento que forneceu material de construção para o sítio usado pela família da Silva?
Madre Tereza
Essas são apenas duas questões que estão sendo apuradas e que podem estar tirando o sono “da alma viva mais honesta do Brasil”. As investigações não param por aí e a cada semana surgem novidades. Se Lula e familiares serão indiciados, só o tempo dirá, mas a imagem do ex-presidente está afetada de modo irreparável.
Definitivamente, não dá mais para Lula se comparar à Madre Tereza de Calcutá!
Malabarismos matemáticos


É de fazer chorar o modo como o Governo do Estado interpreta os índices de violência. Na terça-feira (26), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) comemorou a queda da taxa de homicídios. Até aí, tudo bem. O problema é que, na hora de fazer as contas, os “jênios” da Secretaria de Segurança Pública consideram como apenas um caso, por exemplo, um boletim de ocorrência que registre oito mortes (como de fato ocorreu, em Osasco, no ano passado).
Se fosse seguida a boa e velha aritmética (na qual 1 + 1 continua sendo 2), o índice seria de 11,7 assassinados para cada grupo de 100 mil habitantes, e não 8,73. Neste malabarismo matemático, “desapareceram” das planilhas 565 vidas.
Afogando em números
As estatísticas da Secretaria Estadual de Segurança Pública lembram o filme “Tropa de Elite”, na cena em que as contas do aspirante Matias indicam um aumento no número de assassinatos.
– Quer me f…? -repreende o comandante.
– Capitão, o corpo tinha várias perfurações de bala.
– Mas o cadáver estava no mar. Corpo no mar é afogamento!
Crime hediondo
O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil estão investigando contratos firmados por uma tal Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf Brasil) como a Secretaria Estadual de Educação e 22 prefeituras, entre elas a de Santos. Há indícios de fornecimento de produtos superfaturados para a merenda escolar.
Segundo foi apurado até agora, o esquema em Santos teria a participação de pessoas de dentro da Prefeitura e de um vereador santista. O delator das denúncias, um funcionário da Coaf Brasil, não citou qual vereador seria, mas indicou a participação do presidente da União dos Vereadores do Estado (Uvesp), Sebastião Misiara, no esquema.
Conforme a denúncia, a quadrilha usaria uma obrigatoriedade legal (comprar 30% dos produtos usados na merenda de agricultores familiares) para oferecer os artigos superfaturados, com a conivência de pessoas das prefeituras envolvidas.
O secretário de Gestão de Santos, Fábio Ferraz, afirma que foi instaurado um inquérito para apurar se houve irregularidades no contrato com a Coaf Brasil. Ele negou que a Prefeitura tenha pago valores superfaturados. Ele acrescenta que um dos dois contratos firmados nem chegou a ser integralmente cumprido, porque a Coaf entregou produtos de baixa qualidade. “Foram pagos apenas 16%”.
Nome aos bois
Estas denúncias devem ser apuradas com extremo rigor e os responsáveis identificados o mais rápido possível. Até o momento, ao menos no caso de Santos, o que se tem é uma delação que coloca sob suspeita todos os vereadores de Santos e todos os funcionários da Prefeitura que lidaram com o contrato em questão.
É a crise!
Enquanto o cidadão comum pena para pagar suas contas, como a de energia elétrica e seu aumento de até 70%, os bancos riem à toa. Segundo maior do Brasil, o Bradesco divulgou na quinta-feira (29) que teve, em 2015, um lucro de R$ 17,1 bilhões -14% a mais do que o resultado de 2014 (R$ 15 bi).
Na reunião do Conselhão, com a presidente Dilma e outros “notáveis”, o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, ainda disse: “na recessão, somos todos perdedores”. Ah, tá!



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