
A brusca queda de sua popularidade, constatada em pesquisa do instituto Datafolha e a truculência da PM em ação contra os estudantes levaram o governador Geraldo Alckmin a anunciar a suspensão do projeto do Estado de “reoganização escolar”, que fechava centenas de escolas. Também custou a cabeça do secretário de Educação, Herman Voorwald, que bancava o projeto.
Geraldo Alckmin foi reeleito governador de São Paulo com um pé nas costas, mas percebeu que seu capital político estava sendo estilhaçado por conta dos episódios envolvendo sua proposta de “reorganização” de escolas estaduais. O governador não apenas suspendeu o projeto, como anunciou a intenção de abrir um amplo diálogo com os setores envolvidos.
O que deu errado
Primeiro, logo no início, o plano não foi devidamente debatido, apenas comunicado. Segundo, os argumentos da Secretaria Estadual de Ensino não foram suficientemente explicados, o que gerou revolta de educadores, pais, alunos e a ocupação de diversas escolas, em todo o estado.
Mas pior mesmo foi a ação da Polícia Militar, com episódios em que claramente foram verificados excessos, como o próprio ouvidor da polícia, Júlio César Neves, reconheceu. Spray de pimenta, gás lacrimogêneo, bombas (muitas), borrachadas e até socos foram usados para coibir as manifestações.
A tentativa de dar uma conotação partidária aos protestos não colou. O Ministério Público e a Defensoria Pública entraram no jogo e moveram ações para barrar a “reorganização”. Para o MP, as mudanças não visam melhorar a qualidade do ensino, mas apenas fazer economia.
Alckmin percebeu a gravidade da situação e colocou no circuito o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, para tentar desatar o imbróglio. O desgaste fez o governador suspender a tal “reorganização” e custou a cabeça do secretário de Educação, Herman Voorwald.
Mas o estrago na imagem do governador, um tucano que cobiça voos mais altos, já estava feito. Resta saber se a mudança de planos e a nova orientação do governador serão suficientes para que ele possa recuperar os bons índices de aprovação de seu governo.
Política
Curso para combater a corrupção
Em parceria com a instituição britânica GovRisk, o Governo do Estado promove a partir do dia 9, Dia Internacional de Combate à Corrupção, um curso de combate a fraudes corrupção no poder público. A ideia do curso é capacitar servidores públicos que atuam nas áreas de contratação, licitação, gestão de contratos, auditoria, controladoria, corregedoria e controle interno de Governos e Prefeituras, para prevenir a ocorrência da corrupção. As atividades serão acompanhadas em 17 polos, um deles em Santos. As inscrições devem ser feitas no site www.saopaulo.sp.gov.br. Em Santos, serão 40 vagas e o interessado poderá acompanhar o curso em uma unidade instalada na Av. Epitácio Pessoa, 415, Aparecida.
Curso de marketing político
Paulo Henrique Farias, mais conhecido como Paulinho Macarrão, o publicitário mais soltinho da Baixada Santista, ministra, na terça-feira (8), um curso de marketing político para filiados do PSD de Santos. A atividade faz parte do curso de Capacitação Política para filiados e pré-candidatos a vereador do partido. Farias é especialista no tema e já trabalhou em diversas campanhas políticas, principalmente com candidatos proporcionais (vereadores e deputados).



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