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Preces da AMA Brasil foram atendidas

21/11/2015 Jornal da Orla
Preces da AMA Brasil foram atendidas | Jornal da Orla
O pessoal da Ama Brasil deve estar levantando as mãos para o céu, com a proximidade de se confirmar a transferência da gestão do Museu Pelé para o Santos FC. Na hora do jantar gourmet, a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) foi a primeira a sentar-se à mesa. Na hora de lavar os pratos, a entidade alegou dor nas costas e pediu para sair. 

Não é segredo para ninguém. A AMA Brasil foi a responsável pela construção do memorial dedicado ao Rei do Futebol. A previsão inicial, em maio de 2008, era de que a obra custaria R$ 22 milhões. Foram gastos 50 milhões. Dinheiro dos governos federal, estadual, municipal e até da iniciativa privada. Sem falar do atraso: prevista para ficar pronta em 2010, a obra só foi inaugurada no ano passado. 
 
Sempre no vermelho
A AMA também ganhou o direito de fazer a gestão do museu, mas nunca conseguiu sair do vermelho. Todo mês, a conta fecha em R$ 70 mil negativos. Os estagiários deixaram de ir porque não recebem há dois meses.

Para equilibrar as contas, a entidade esperava uma ajudinha pública, a famosa “subvenção”, mas não rolou. 
 
Santos FC entra no jogo
Agora, a Prefeitura confirmou que vai fazer a rescisão amigável com a AMA e assinar um contrato com o Santos FC. Em reunião com o presidente do clube, Modesto Roma Jr, o secretário municipal de Gestão, Fábio Ferraz, afirmou que o município poderá absorver alguns custeios e realizar melhorias, bancando a manutenção e a conservação do prédio.

O Santos FC entraria com a experiência, adquirida na administração do Memorial das Conquistas da Vila Belmiro e sua imagem internacional. 
 
Conta do Abreu?
A curiosidade agora é quanto às dívidas contraídas pela AMA. Ferraz já avisou: “Os problemas jurídicos e financeiros da AMA Brasil continuam sendo da AMA Brasil. Então, a gente faz um ‘momento zero’. Daqui para frente, temos uma nova linha de início. O que ficou para trás é 100% responsabilidade do gestor do equipamento, no caso, a OSCIP AMA Brasil”.

A essa altura do campeonato, estagiários e fornecedores devem estar perguntando: “E agora, José?”.
 
Dinheiro para o Hospital dos Estivadores
O Ministério da Saúde liberou, na terça-feira (17), mais R$ 1 milhão para a aquisição de equipamentos do Hospital do Estivadores, resultado de emenda do deputado federal João Paulo Papa (PSDB). Boa notícia. No entanto, a pergunta que não quer calar é: quem pagará pelo custeio da unidade de saúde? – pois serão necessários cerca de R$ 8 milhões por mês para manter seu funcionamento. 

A previsão é de que a inauguração ocorra no ano que vem. Quando estiver em pleno funcionamento, o Hospital dos Estivadores terá 223 leitos e cerca de 1,2 mil funcionários.
 
Leandro Amaral
 
Bolo mais fatiado
Se não houver nenhuma mudança de vento, o prefeito de Bertioga, Mauro Orlandini, deve ser eleito presidente da Associação das Prefeituras das Cidades Estâncias do Estado de São Paulo (Aprecesp), em janeiro do ano que vem.

E ele já terá uma tarefa digna de Hércules: tentar aumentar os recursos repassados aos municípios, por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade). Até o fim deste ano, o Governo do Estado deve distribuir R$ 268 milhões entre as 70 estâncias turísticas. 

O problema é que um projeto do governador Geraldo Alckmin estabelece que mais 140 municípios são de interesse turístico e, portanto, podem pleitear verbas do Dade. Em resumo: se o bolo não aumentar, as fatias evidentemente vão ficar mais finas.
 
Voto impresso
Com apoio até do próprio PT, o Congresso Nacional derrubou o veto da presidente Dilma Rousseff ao voto impresso para conferência na urna eletrônica. A partir da próxima eleição, o eleitor vai fazer suas escolhas na urna eletrônica, em seguida seu voto será impresso e depositado numa urna. Após a apuração eletrônica, os votos em papel poderão também ser apurados, para confirmar o resultado.

O voto impresso para conferência é um antiga luta do santista Amílcar Brunazo, especialista em segurança de dados, que há mais de uma década vem chamando a atenção para a fragilidade do atual sistema. Segundo ele, o resultado da urna pode ser alterado caso o código criptografado seja quebrado. Com o voto impresso, uma eventual fraude pode ser descoberta.