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Constantino promete total transparência na Câmara de Santos

22/08/2015 Jornal da Orla
Constantino promete total transparência na Câmara de Santos | Jornal da Orla
Em entrevista ao Programa Jornal da Orla na TV, o novo presidente da Câmara de Santos, Manoel Constantino (PMDB), revela que pretende dar continuidade aos trabalhos de seu antecessor, Marcus De Rosis, falecido precocemente em razão de um infarto. Entre as prioridades, a instalação da TV Câmara e a construção de um anexo para abrigar o arquivo da Casa e “total transparência”. Constantino diz que vê com muita “tristeza” os escândalos de corrupção que  acontecem no país. Segundo ele, o Legislativo estará ao lado do prefeito Paulo Alexandre Barbosa para assegurar projetos que garantam o desenvolvimento da cidade. Abaixo, os principais trechos da entrevista:
 
O senhor retorna à presidência da Câmara em razão do falecimento precoce do vereador Marcus De Rosis. Quais são as prioridades de sua gestão?
Manoel Constantino – Eu pretendo dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo feito pelo Marcus. Havia um desejo dele de construir o anexo e este anexo já era um desejo nosso em 2012 em função de termos ganhado uma TV e uma rádio do Ministério das Comunicações.  Ele estava fazendo o projeto do anexo, para ter a TV Câmara e abrigar também o arquivo da Câmara, que fica em um prédio alugado bem próximo.

Qual o objetivo da TV Câmara?
Constantino – É você aproximar a população, mostrar o trabalho que o Legislativo faz, aquilo que ele representa para a população da cidade. Muita gente fala do Legislativo, mas não conhece. A TV Câmara seria uma forma mais ampla de estar trazendo ao conhecimento da população o que a Câmara realiza em questões de projetos e o que pode estar oferecendo à população.

O Brasil vive um momento de grande turbulência política e econômica. Como o senhor encara esse momento?
Constantino – Eu encaro isso também como uma grande dificuldade. Eu imagino o quanto de recurso foi desviado e que poderia ter sido investido na saúde, educação, habitação social. É muito difícil, até para quem não tem nada a ver com isso, ouvir as pessoas se queixarem, porque falou em política todas as pessoas imaginam que você faz parte do mesmo grupo.

Ou seja, essa roubalheira acaba afetando a classe política como um todo. Mesmo aqueles políticos que são sérios, acabam sendo afetados…
Constantino – Exatamente. Então eu vejo com muita tristeza, mas também vejo que não é o momento de você ficar entrando em choque. O país está em crise, está em dificuldade e agora você tem que dar respostas para a sociedade. Têm aqueles que foram eleitos, e a política é o meio de você estar fazendo as mudanças. Não basta você só fazer oposição, você tem que procurar entender nesse momento que o povo não tem nada a ver com isso. O povo é a grande vítima. Então, você tem que compor e procurar encontrar as saídas e punir os responsáveis.

Essa saída não começa com maior transparência?
Constantino – Começa com maior transparência e também por compreensão por aqueles que hoje assumem.  Eu aponto os erros dos outros, mas cometo os mesmo erros se eu não tiver pulso para resolver.

Do ponto de vista político, o que é possível fazer para o Brasil andar?
Constantino – Existem algumas propostas de ajustes. Tem que reduzir gastos, cortar ministérios, cortar cartão corporativo, dar exemplo e baixar a bola, ouvir as pessoas. O Congresso também deve ter esse comportamento.

Sacrifício só para o povo, não dá…
Constantino – Não dá, não tem sentido. Eu vejo a saída por aí, não é uma saída fácil ou do dia para a noite. Vai doer em todos, mas tem que utilizar essa forma. Veja o desemprego aí. Por incrível que pareça houve recentemente  uma ameaça de que a metade do 13º do aposentado poderia não ser pago,  porque não havia dinheiro. Isso é um absurdo, você contribui e trabalha o tempo todo para aquilo que você tem direito e as pessoas ficarem postergando? Em função da roubalheira que está no país? 

A crise chega aos municípios também. Queda de arrecadação, todos os municípios brasileiros estão com queda de arrecadação. O que a Câmara pode contribuir nesse momento para a cidade de Santos?
Constantino – A queda de arrecadação do município existe. O que a Câmara vai fazer é apoiar os projetos de interesse da população. Por exemplo, nós temos aí para discussão projetos como o código de uso e ocupação do solo e o código de posturas. Nós temos outros projetos que são interessantes e estão na Câmara e vamos discutir com a sociedade. Depende das audiências públicas. A Câmara vai acompanhar e vai dar todo apoio ao governo municipal, principalmente às obras que já estão em andamento.

Ou seja, vai apoiar projetos que garantam a retomada do desenvolvimento…
Constantino – A retomada do desenvolvimento e que garantam a saúde da população. Por exemplo, nós temos obras em andamento como o hospital dos Estivadores, da Zona Noroeste, uma série de obras colocadas pelo prefeito. Nós sabemos que existem também travas na entrada da cidade e todos esses projetos que geram desenvolvimento. A Câmara vai estar junto no sentido de apoiar e que sejam colocados em prática.

O cidadão pode esperar total transparência por parte da Câmara?
Constantino – Total  transparência e , em breve, vamos publicar o Portal da Transparência. Isso não envolve apenas salários, mas contratos, licitações, pregões. A Câmara vai ser uma caixa de ressonância do desenvolvimento da cidade e da transparência dos atos da cidade.

No próximo ano teremos eleições. O PMDB, do qual o senhor faz parte, tem uma definição se vai ter candidato ou vai fazer uma coligação? Como fica o PMDB nas eleições de 2016?
Constantino – O que está previsto e acertado, inclusive antes do ato fatal que levou o nosso companheiro Marcus de Rosis, uma pessoa que nós, a Câmara e a cidade, tínhamos uma consideração enorme por ele, é que nós iríamos nos coligar com o prefeito. A questão de outro espaço, como, por exemplo, a vice-prefeitura, não ficou deliberada, mas nós vamos coligar com prefeito municipal.

Isso significa que o PMDB vê positivamente a administração Paulo Alexandre Barbosa?
Constantino – O PMDB deu sempre sustentação. Eu não lembro de nenhum projeto do prefeito que eu tenha votado contra porque eu acredito no prefeito. Desde o início eu venho apoiando o prefeito, votando nos projetos porque eu acredito que a cidade tem que continuar se desenvolvendo. Não é um projeto tão fácil em função do que nós conversamos aqui. Os recursos não são viabilizados com facilidade, em função da crise na área federal e estadual, em função das arrecadações. Se você não ganha, não tem como você distribuir essa renda. Quem pensa que o trabalhador não distribui a renda, está enganado, ele distribui também. Depende do dinheiro circular. Está certo que ele recebe pouco, mas ele faz a distribuição. Então é necessário que se tenha uma visão de distribuição de renda, para que exista uma arrecadação maior e o município possa estar fazendo frente às suas obrigações.

Confira a entrevista completa no Jornal da Orla na TV: