
Santos se prepara para mais um marco cultural: a 1ª Feira Literária de Santos (FLiS), promovida pela Academia Santista de Letras, que acontece entre os dias 23 e 25 de agosto, no Salão Orquídea do Hotel Parque Balneário, no Gonzaga. Com entrada gratuita, o evento propõe uma imersão no universo da literatura com o tema “Se essa rua fosse minha… Santos nos encantos da leitura”, reunindo autores nacionais e regionais, oficinas, mesas-redondas, performances e atividades para todas as idades.
Em quase sete décadas de existência, esta é a primeira vez que a Academia realiza uma feira literária. “Sempre desejamos levar a literatura ao grande público, fomentar o estudo, a pesquisa e a valorização de autores e cronistas”, afirma Taís Cury, presidente da instituição. “Queremos dar voz tanto aos escritores consagrados quanto às novas gerações que despontam”.
Organização e legado
A curadoria do evento buscou harmonizar o reconhecimento nacional com o talento local. “Selecionamos autores relevantes na cena literária contemporânea e também valorizamos nossos escritores regionais, refletindo a riqueza e diversidade da produção literária brasileira”, explica Taís.
O tema escolhido resgata a velha canção popular “Se essa rua fosse minha” para enfatizar o papel simbólico da rua como espaço de identidade, encontros e trocas culturais. “A prosa e a poesia que circulam nas ruas, nas esquinas, bares, escolas e centros culturais revelam muito sobre nossa comunidade”, destaca.
Com foco em acessibilidade, inclusão e sustentabilidade, a FLiS propõe um olhar atual sobre o papel da leitura como agente de transformação social. “Além de literatura, abordamos temas que dialogam com os desafios contemporâneos, como a gestão cultural, a leitura na infância e seu impacto social”, afirma Taís.
Participação
Entre os convidados confirmados estão nomes como Selma Caetano, referência em gestão cultural e coordenadora do Prêmio Oceanos; César Romão, escritor e especialista em leitura e intervenção social; Milena Ramires, pesquisadora em cultura e sustentabilidade; e Nuno Cobra, preparador físico e escritor cuja trajetória inspira superação.
Além dos encontros literários, o público poderá assistir à apresentação da Orquestra de Deficientes Visuais, no sábado (23), às 18h30, participar de oficinas de poesia, literatura infantil e sustentabilidade, e apreciar performances artísticas.
Programação
Uma das oficinas de destaque é a de haicai, conduzida por Regina Alonso, Maria Cristina Chinem e a própria Taís Cury. Essa forma poética japonesa, que valoriza o instante e a natureza, tem ganhado adeptos em Santos. “Queremos apresentar o haicai a quem ainda não conhece, mostrando como a poesia pode captar o ‘aqui e agora’ de forma sensível”, diz Taís.
A FLiS reforça o compromisso da Academia Santista de Letras com sua comunidade, ampliando a interação com escolas, outras academias e entidades culturais, em atividades gratuitas e abertas. “Queremos despertar o poeta, o cronista e o leitor que existem em cada um”, reforça.
Grandes editoras como Planeta, Cortez, Reformatório, Gato Amarelo e Ciranda Cultural, reunidas pelo Canal dos Livros, marcam presença, assim como academias e institutos históricos da região, ampliando o alcance do evento.
O futuro da FLiS já está em pauta. “Esperamos dar continuidade e, quem sabe, transformá-la em uma Bienal nos próximos anos. O sucesso desta primeira edição é fundamental para isso, e o apoio da imprensa é essencial”, conclui.
Lançamento
Além de presidente e organizadora, Taís Cury lança no evento seu livro de crônicas ‘Olhares Simples e Complexos’, no sábado (23), às 18h30, no estande da Academia Santista de Letras.
A abertura oficial da feira ocorre na noite de sexta-feira (22), para imprensa e convidados. No sábado, a programação se abre ao público, com atividades durante todo o dia. Toda a programação é gratuita e pode ser consultada nas redes sociais e canais oficiais da Academia.


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