
Nos últimos oito dias o Aquário Municipal recebeu 15 pinguins resgatados nas praias da região. Três morreram. A chegada das aves é comum nesta época do ano. As aves saem da Patagônia (extremo sul da América), em busca de alimento e acabam se perdendo do bando. Levados pelas correntes marinhas, chegam às praias debilitados e famintos.
O tratamento no Aquário, segundo o coordenador do parque, biólogo Alex Ribeiro, o inclui soro intravenoso para os mais fracos, alimentação com manjubas e permanência em recinto com temperatura controlada.
Neste ano, a quantidade de pinguins abrigados pelo Aquário está dentro da média. “Já houve anos que recebemos 100 animais. Por outro lado, no ano passado não registramos nenhuma ocorrência do gênero”, lembrou o biólogo. Atualmente, o plantel é formado por 20 pinguins. A capacidade é para 30.
Há 13 anos, uma dessas aves foi a primeira a procriar em cativeiro no Brasil. O filhote recebeu o nome de Fraldinha. Na natureza, explica Alex, eles vivem, em média, 15 anos. “Aqui, no parque, podem alcançar 20 anos”.
Quem encontrar um pinguim na praia não deve mexer no animal. Deve-se chamar um bombeiro ou a Guarda Municipal, que são profissionais capacitados a agir nesses casos”.
Doação
Já está em exposição o mais novo membro do plantel do Aquário. Trata-se de uma lagosta capturada no litoral norte pelo mergulhador José Orlando, que já doou outros animais ao parque. Atualmente no tanque número três, ela é a única lagosta em exibição.



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