
O temor é o de que esse crescimento, apurado a partir de pesquisas realizadas pelos dois partidos, acabe se transformando numa onda avassaladora capaz de levar a candidata, ungida por obra do destino, ao Palácio do Planalto.
Nesse sentido, tucanos e petistas estão vivendo o mesmo dilema: como bater em Marina sem correr o risco de provocar efeito contrário? Quem vai atirar primeiro e quando? A situação do presidenciável Aécio Neves é mais delicada, pois ele vinha ocupando a segunda posição com relativa folga e tinha, na avaliação dos tucanos, muita chance de ir para o segundo turno contra Dilma Rousseff.
Situação desconfortável
O fator Marina mudou o cenário. Há o temor, no ninho tucano, de que Aécio possa aparecer já em terceiro lugar nas próximas pesquisas que serão divulgadas pelos principais institutos, como Ibope e Datafolha, o que colocaria o representante do PSDB em situação bastante desconfortável. Um candidato em queda costuma perder apoios, políticos e econômicos…
O bicho pegou
O PT também vive dias difíceis com a mudança do cenário eleitoral. Os petistas acreditavam que era possível vencer no primeiro turno ou, na pior das hipóteses, que enfrentariam Aécio com uma grande vantagem. A estratégia traçada era comparar os governos do PT com os do PSDB, utilizando o Bolsa Família como principal ferramenta eleitoral. A velha história dos pobres contra os ricos…
Com Marina no jogo a estratégia terá de ser revista. Ela tem um perfil muito parecido com o do ex-presidente Lula. Suas origens humildes, o trabalho em defesa dos mais necessitados e o reconhecimento internacional por suas atuações na Área do Meio Ambiente certamente serão ressaltados.
Ataque de nervos
Enfim, o quadro mudou, petistas e tucanos estão à beira de um ataque de nervos. O tempo dirá se a candidatura de Marina está sendo empurrada por uma leve brisa ou se está se transformando num furacão capaz de varrer do mapa velhos coronéis da política que mandam no país desde sempre.



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