
Presidente do PSDB de São Paulo, o deputado federal Márcio França será protagonista no processo de escolha do nome que vai substituir o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na corrida presidencial. França é uma das lideranças nacionais da legenda. Ele foi um dos fiadores da escolha de Marina Silva como vice de Campos. Mas o trágico acidente registrado em Santos, envolvendo o ex-governador, deixou todos aturdidos.
Escolha natural
França controla hoje um terço da executiva nacional do PSB. Marina Silva seria a escolha natural, mas seu estilo de fazer política – negociar não é seu forte – mais atrapalha que ajuda. O acordo entre lideranças do PSB e da Rede Sustentabilidade, o partido que a ex-senadora estava criando, é possível, mas não será fácil. Apesar das dificuldades, o nome de Marina segue como favorito para ocupar a vaga de Eduardo Campos, até porque a família do ex-governador, inclusive a viúva Renata e o irmão Antônio, defendem este caminho. E nas próximas pesquisas eleitorais o nome de Marina Silva deve aparecer forte, o que pode se transformar em um fator decisivo.
A definição, no entanto, se dará somente após o sepultamento do ex-governador de Pernambuco. Qualquer que seja a solução, a palavra de Márcio França terá grande peso. Além de presidente estadual da legenda, ele é candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin.
Confiança
Márcio França era bastante próximo de Eduardo Campos, de quem também era amigo. Havia entre eles uma relação de admiração e respeito mútuo. O deputado estava empolgado com a candidatura do ex-governador de Pernambuco. Tinha convicção de que ele chegaria ao segundo turno tão logo seu nome fosse mais conhecido e suas propostas chegassem ao conhecimento do eleitorado. Nesse contexto, a morte trágica de Campos, que provocou comoção no país, atingiu Márcio França de forma mais dura.



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