
Antes do confronto com a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o atacante Matheus Cunha concedeu entrevista coletiva na sexta-feira (3), no hotel The Ridge, em Basking Ridge, nos Estados Unidos. O camisa 9 da Seleção Brasileira abordou o papel desempenhado sob o comando de Carlo Ancelotti, a preparação para o duelo decisivo e a meta da equipe na competição.
Vice-artilheiro do Brasil no Mundial, com três gols, Cunha afirmou que sua contribuição vai além das finalizações e ressaltou a importância de exercer diferentes funções em campo conforme as necessidades da equipe.
“Tenho funções importantes até para potencializar os companheiros. Se todo mundo for protagonista o tempo todo, como nos clubes, vai faltar o principal. Feliz de demonstrar com os gols, mas também com outras funções importantes na equipe”, declarou.
O atacante explicou que a comissão técnica adapta seu posicionamento de acordo com o adversário e o plano de jogo. Segundo ele, a mobilidade foi uma das características exploradas na vitória sobre o Japão.
“Em muitos momentos eu estou de 9 e tenho que estar flutuando como o ponta do losango ou como um meia de criação, e finalizando como 9. De acordo com os jogos, a comissão dar funções diferentes aos atletas é muito comum. Nesse jogo (contra o Japão), o plano principal para mim era flutuar mais, tentar criar mais jogadas, encontramos dois planos muito compactos”, afirmou.
Ao comentar o próximo compromisso, Cunha destacou a qualidade da Noruega e chamou atenção para o potencial ofensivo da seleção europeia. O atacante citou nomes como Martin Odegaard e Erling Haaland, jogadores que conhece dos confrontos pela Premier League.
“O ataque é muito, muito forte. Tem tantos jogadores que a gente conhece, e joguei contra eles pelo Manchester. Mas temos que estar muito focados não só neles, mas em vários jogadores muito fortes da seleção norueguesa.”
Sobre Haaland, o brasileiro lembrou os duelos que já teve contra o atacante ao longo da carreira e disse estar habituado a enfrentar atletas desse nível.
“Já enfrentei o Haaland algumas vezes (…), temos uma relação bacana, mas estamos acostumados a enfrentar muitos jogadores desse nível ao longo da temporada. Também enfrentei o Haaland quando joguei na Alemanha”, acrescentou.
Cunha também projetou o confronto de domingo (5) e afirmou que não considera o Brasil favorito apenas pelo histórico ou pela evolução apresentada durante a Copa do Mundo. Segundo o atacante, a confiança construída internamente é o principal fator para a equipe.
“Vejo que, com todo respeito, favoritismo não entra em campo. Por mais que alguns tenham seus pensamentos e confiança nos companheiros, isso não ajuda durante os 90 minutos. Tudo pode acontecer. O que nos ajuda é a confiança em nós mesmos, a confiança que cresce depois dos gols e também a confiança transmitida pelos companheiros. Isso acaba virando uma bola de neve, e esperamos evoluir cada vez mais”, disse.
Na parte final da entrevista, o jogador destacou a responsabilidade de defender a Seleção Brasileira e afirmou que o elenco busca conquistar o título mundial e deixar sua marca na história do futebol brasileiro.
“(…) Queremos construir a nossa própria história e marcar o coração dos brasileiros da mesma forma que as gerações anteriores marcaram o nosso. Temos vontade de alcançar grandes objetivos, mas, acima de tudo, queremos dar orgulho ao povo brasileiro. Se for para marcar essa geração, que seja conquistando mais uma estrela. Foi assim que eles ficaram eternizados”, concluiu.



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