
O filme desta semana é mais uma produção de super-heróis: Supergirl. E, cara, que filme bom! Gostoso de assistir, dinâmico, cheio de cenas de ação e sem decepcionar em nenhum momento.
Com Milly Alcock no papel de Kara Zor-El, Matthias Schoenaerts como o vilão Krem of the Yellow Hills e Jason Momoa como o anti-herói Lobo, acompanhamos uma história baseada na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, ilustrada pela artista brasileira Bilquis Evely.
O longa acompanha Kara Zor-El em uma jornada espacial (modéstia à parte, não é o meu tipo favorito de aventura), ao lado de Ruthye (Eve Ridley), uma jovem que busca vingança contra os assassinos de sua família. Ao longo da trama, vemos esse universo ser construído com muito carinho. O filme é engraçado, explica tudo sem cair na armadilha de ser didático e cansativo, as peças se encaixam e a história flui naturalmente.
Milly Alcock está incrível. Ela entrega raiva, frustração e aquele jeito de quem finge não se importar com nada, sem perder o fio da essência clássica do herói. E é aí que o filme acerta. Kara não é apenas uma versão feminina do Superman.
Ela carrega dores diferentes, traumas diferentes, quase como alguém que ainda tenta encontrar seu lugar no universo. Já Jason Momoa parece estar se divertindo mais do que em Aquaman. Sua participação é pontual, não rouba a cena, embora em alguns momentos o personagem flerte com o caricato.
Visualmente, fiquei surpresa. Nada daquele CGI que parece saído de um videogame. As cenas de ação são bem coreografadas, bem executadas é um verdadeiro deleite. As criaturas também impressionam, especialmente porque a história passa por diferentes mundos e ambientes.
Supergirl era um filme pelo qual eu estava ansiosa, mas sem aquela certeza de que seria incrível. E ele entrega. Não apenas pela presença de Krypto — provavelmente o cachorro mais incrível e energético do universo DC, que roubou a cena no último filme do Superman —, mas pela consistência de sua narrativa.
É uma alegria ver um filme protagonizado por uma heroína que não precisa ser perfeita – nem excessivamente boazinha – para ser cativante.



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