
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o décimo caso de febre amarela humana no estado em 2026. O novo registro ocorreu em Lençóis Paulista, região de Bauru. O paciente era um homem de 54 anos, sem histórico de vacinação, que foi a óbito.
“A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde (UBSs). Quem ainda não se vacinou deve procurar o posto mais próximo, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus”, afirma Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE-SP).
Dos dez casos registrados, oito estão na região do Vale do Paraíba (cinco mortes), um na de Sorocaba (sem registro de morte) e este na de Bauru. Nenhum dos casos registrados possuía histórico de vacinação e os seis óbitos ocorreram em homens, com idades entre 38 e 64 anos.
ATENÇÃO
Com a aproximação das férias, a SES-SP reforça que a vacina deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da exposição ao risco. A imunização é recomendada para toda a população paulista desde 2019. “Não é preciso esperar a confirmação de novos casos para buscar a vacina. A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, ressalta a diretora.
A orientação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente aos serviços de saúde.
A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados pelo vírus e possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. No ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, caso esteja infectado. Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.
A vacina contra a febre amarela é gratuita e integra o calendário de rotina. O recomendado é: Crianças – uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos; pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem receber reforço. Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas devem receber dose única. Já maiores dos 59 anos, sem comorbidades graves, que residem, frequentam ou viajarão para regiões com casos registrados devem se vacinar também.



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