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Paramount+ continua crescendo e garante Copa Libertadores até 2030

13/05/2026 Gustavo Klein
Reprodução

A Paramount caminha para consolidar uma das maiores transformações recentes do mercado de entretenimento. Depois de anos em que o Paramount+ parecia distante da disputa direta com gigantes como Netflix e Disney, a companhia passou a ampliar agressivamente seu catálogo, seus direitos esportivos e sua presença global. A renovação encaminhada dos direitos da Libertadores até 2030 reforça esse movimento e indica que o grupo não pretende mais ocupar um papel secundário na guerra do streaming.

O futebol sul-americano virou peça estratégica para plataformas digitais nos últimos anos. A Libertadores se tornou um ativo importante para retenção de assinantes e fortalecimento de marca na América Latina. A manutenção do torneio ajuda a Paramount a sustentar uma base relevante de público no Brasil e nos países vizinhos, especialmente em um mercado no qual o esporte ao vivo ainda é um diferencial competitivo decisivo. A empresa já vinha usando a competição como um dos motores do Paramount+ desde 2023.

Ao mesmo tempo, a companhia ampliou seu peso global com a aquisição da Warner Bros. Discovery, negócio bilionário que reuniu franquias históricas e milhares de filmes e séries em um único ecossistema. O novo conglomerado passa a controlar marcas gigantescas do entretenimento mundial, somando o catálogo clássico da Warner aos universos já ligados à Paramount, como Star Trek, Missão: Impossível, Top Gun e Transformers. A integração entre Paramount+ e HBO Max aparece como um dos principais pilares da nova estratégia.

Outra frente importante está nos esportes. A Paramount também garantiu os direitos do UFC em diversos mercados, fortalecendo um segmento que movimenta audiência fiel e altamente engajada. A combinação entre futebol continental e artes marciais coloca o streaming da empresa em posição mais competitiva diante dos rivais.

Além do esporte, a companhia aposta fortemente em propriedade intelectual. Star Trek continua sendo uma das marcas centrais da plataforma, funcionando como símbolo de um catálogo baseado em franquias reconhecidas mundialmente. A estratégia segue o modelo já explorado por Disney e Warner: transformar universos populares em motores permanentes de assinatura e consumo.

Essa expansão, porém, acontece em meio a críticas de parte do público americano pela proximidade entre executivos ligados ao grupo controlador e o presidente Donald Trump. O debate ganhou força nos Estados Unidos, principalmente entre consumidores que enxergam uma aproximação política crescente entre grandes conglomerados de mídia e setores conservadores. Mesmo assim, o avanço empresarial da Paramount mostra que a companhia decidiu disputar espaço entre os principais protagonistas globais do entretenimento digital.