
Mais madura e expandida, a 7ª edição do OcupaCena — Festival de Cenas de Cubatão está com inscrições abertas até 19 de abril pelo site ou redes sociais do Coletivo Valsa Pra Lua (@coletivovalsa). Consolidado como um dos principais espaços de intercâmbio artístico da Baixada Santista, o evento recebe propostas de artistas, grupos e coletivos teatrais de todo o país, com cenas de até 20 minutos.
O festival será realizado entre os dias 3 e 16 de agosto, no Teatro do Kaos, em Cubatão, e também contará com uma Feira Criativa e uma Mostra de Bandas, ambas com seleção por edital.
Ao todo, serão escolhidas 20 cenas para a mostra principal — sendo até cinco de grupos de cidades localizadas a mais de 80 km do município. De caráter não competitivo, o OcupaCena oferece prêmio de R$ 1 mil por cena selecionada, além de ajuda de custo de R$ 800 para participantes de outras regiões.
Segundo a organizadora Mariana Nunes, a edição deste ano foi pensada com mais antecedência e tem como eixo o tema “Brasilidades”, destacando a diversidade cultural do país. “É um festival que vem maturando há mais tempo. Todas as ações estão voltadas à valorização das manifestações artísticas e culturais brasileiras”, afirma.
Inclusão e novas linguagens
A acessibilidade segue como um dos pilares do festival, com recursos como audiodescrição, tradução em Libras e acessibilidade sensorial em toda a programação.
Entre as novidades, está a criação de um edital específico para bandas e músicos independentes, ampliando o diálogo para além das artes cênicas. O encerramento também ganha novo formato: no lugar do espetáculo tradicional, o público participa de um sarau coletivo.
Crescimento e diversidade
O crescimento do OcupaCena se reflete no alcance. Se antes o evento tinha perfil majoritariamente regional, hoje atrai participantes de cidades como Osasco, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São José do Rio Preto. “Isso criou um intercâmbio muito rico entre diferentes grupos”, destaca Mariana.
Além das 20 cenas, o festival selecionará 10 expositores para a Feira Criativa — com prioridade para empreendedores locais — e seis bandas ou artistas independentes da Baixada Santista. A proposta é fortalecer o território sem abrir mão da troca com outras regiões.
A diversidade é um dos principais critérios curatoriais, reunindo diferentes formatos e linguagens: de performances sem texto a monólogos, passando por circo, teatro-dança e montagens de maior porte. “A ideia é garantir pluralidade e enriquecer o intercâmbio artístico”, explica.
Formação e impacto cultural
O festival também investe na formação cultural local, envolvendo estagiários nas áreas técnicas e promovendo o contato de jovens com diferentes processos criativos. “Trazer grupos de fora amplia o repertório e apresenta novas formas de trabalho”, diz a organizadora.
Com programação distribuída ao longo de 12 dias, o OcupaCena inclui ações em escolas públicas, apresentações abertas e atividades formativas. A iniciativa também movimenta a economia criativa, conectando artistas, empreendedores e público por meio da Feira e da Mostra de Bandas.
O impacto se reflete no público: de cerca de 40 pessoas nas primeiras edições, o festival passou a reunir mais de 2 mil participantes. “O OcupaCena se propõe a criar encontros, acolher o público e fortalecer as relações entre artistas, comunidade e território, em um ambiente acessível e diverso”, conclui Mariana.


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