
O Instituto Cubatão Sinfonia, referência em educação musical e inclusão social, inicia o ano letivo de 2026 com uma apresentação especial no Teatro Municipal Zanzalá (Av. Nove de Abril, s/nº), no Parque Anilinas. O concerto acontece no dia 27 de março, às 19h, reunindo alunos, educadores e familiares em uma celebração artística que contará com a participação de todas as turmas dos núcleos Cota 200, UME Luiz Pieruzzi e da Escola Estadual Afonso Schmidt. As famílias podem retirar ingressos antecipadamente na secretaria dos polos.
A novidade, segundo o coordenador geral Eder Crispim, surge como forma de compensar a interrupção do ano anterior. “Ano passado não conseguimos encerrar o projeto no Teatro do Zanzalá devido a uma chuva forte que derrubou a luz do bairro. Fizemos um espetáculo de encerramento menor para as crianças e, agora, decidimos transformar isso em uma atividade de abertura para o ano letivo”.
O objetivo do evento vai além da performance musical: é uma oportunidade de reconhecer o talento dos futuros artistas da comunidade, além de valorizar patrocinadores e parceiros que viabilizam o projeto no município. Para a maioria dos alunos, subir ao palco de um teatro profissional é uma experiência inédita, enquanto os professores têm a chance de explorar um novo espaço de atuação.
Todos os núcleos do projeto — violino, percussão, sopros e violões — se apresentarão, com exceção da escola integral, o CEU. Crispim comenta sobre a importância dessa experiência. “Eles aguardam sempre uma atividade externa. Para eles, é muito compensador estar no teatro, porque o sonho do artista está no palco. As crianças, ao se apresentarem, realizam esse sonho antecipadamente”.
Mais do que técnica musical, a convivência nos ensaios e apresentações transforma o comportamento e a socialização dos jovens. “O comprometimento aumenta. Eles entram tímidos, sem falar muito, e passam a interagir com outros alunos, conhecer novas pessoas e instrumentos. Música e dança atuam como ferramentas de inclusão social, estimulando pensamento crítico, criatividade e reflexão sobre o futuro”.
O acompanhamento integral das famílias também é essencial para o sucesso do projeto. “O apoio familiar é decisivo. Crianças sem suporte em casa têm mais dificuldade de desenvolvimento. Contamos com psicólogos e assistentes sociais que dialogam com as famílias, realizamos reuniões periódicas e monitoramos o aprendizado”.
A participação da comunidade influencia diretamente o currículo. “Se eu colocar aula de violino e ninguém quiser tocar, não faz sentido. Interagimos com a comunidade para saber o que querem aprender, garantindo que o projeto atenda aos interesses das crianças e da própria comunidade”.
Projetos
Para 2026, o Instituto planeja ampliar os núcleos e incluir novas escolas. “Se conseguirmos captar recursos, podemos abrir mais uma escola. Este ano iniciamos aulas de capoeira na Cota 200, além das de música, ampliando a diversidade artística e o desenvolvimento cultural das crianças”.
As inscrições estão abertas para alunos de 6 a 18 anos, prioritariamente de escolas próximas aos bairros de atuação, mas vagas remanescentes podem ser preenchidas por estudantes de outros municípios.
Além do impacto artístico, o projeto fortalece cidadania e formação integral. “Projetos como esse mantêm os jovens no caminho da cultura, da arte e da educação, promovendo segurança e saúde, já que quem participa de atividades culturais tem menos chances de se envolver em situações de risco”.
Comandado pela Associação de Músicos da Banda Sinfônica de Cubatão, o Instituto oferece aulas de música e dança a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Em 2026, conta com patrocínio das empresas CMOC Brasil, Bequisa e Petrocoque, via Lei Rouanet, e apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão, por meio das Secretarias de Educação e Cultura.
Com uma trajetória reconhecida por prêmios e apoios institucionais, o Cubatão Sinfonia reforça seu compromisso com expansão e inclusão. “Estamos em quatro escolas, mas o objetivo é alcançar o máximo possível. Sempre cabe mais um projeto em escolas que ainda não têm iniciativas culturais, fortalecendo a educação musical e a vida ativa desses alunos na cidade”.


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