Economia

Black Friday: empresários da região esperam aumento de 10% nas vendas

20/11/2025 Mariana Nerome
Fernando Yokota

Uma pesquisa realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sincomércio) aponta que os empresários da região esperam um crescimento nas vendas para a Black Friday deste ano. A maioria dos lojistas projeta um aumento de até 10% em relação a 2024. O clima também se mostra favorável entre os consumidores, com orçamentos variados para esse período de ofertas, que antecedem e costumam ir um pouco além da data que acontece no dia 28 de novembro.

A pesquisa indica que 29% dos lojistas entrevistados esperam um aumento de 6% a 10% nas vendas; 27% acreditam em um crescimento entre 3% a 5%; 26% disseram que a expectativa fica acima de 10%, enquanto 18% afirmaram que devem chegar até 2%.

Para o presidente da entidade, Omar Abdul Assaf, o otimismo dos lojistas é reflexo direto de dois fatores principais: “a recuperação gradual do poder de compra das famílias e a consolidação da data como um dos momentos mais importantes do calendário varejista”, afirma.

Em relação ao ticket médio, o levantamento revela que 36% das pessoas planejam gastar de R$ 501 a R$ 1000 na Black Friday, enquanto 25% pretendem desembolsar mais de R$ 1000. Outros 24% planejam realizar aquisições na faixa de R$ 251 e R$ 500 e 15% até R$ 250.

“Sobre esses valores, o comportamento reforça a confiança dos lojistas, que estão investindo em estratégias como descontos agressivos, condições diferenciadas de pagamento e marketing digital para aproveitar ao máximo o potencial da data”, ressalta Omar.

RANKING

Os itens mais procurados para a data correspondem a eletrodomésticos (44%), seguidos por eletrônicos (35%) e roupas, calçados e acessórios (35%). Objetos para a casa, móveis e decoração também constam na lista de desejos de 33% dos consumidores e 19% buscam produtos de beleza e cuidado pessoal. Nesta seção do questionário, os participantes puderam selecionar até três opções.

Em relação ao método de pagamento, a maioria dos clientes (44%) pretende utilizar o cartão de crédito para as compras. Outros 38% preferem o Pix, enquanto 15% optam pelo cartão de débito ou dinheiro. Apenas 3% dos entrevistados disseram que devem usar outros métodos, como boleto e cartão de loja.

ESTRATÉGIAS

O estudo também revela que os comerciantes investem em uma combinação de estratégias para atrair o público. Entre elas, descontos e ofertas relâmpago aparecem com 72%, seguidos por condições diferenciadas de pagamento com 65%, marketing digital e redes sociais com 61%, cashback e programas de fidelidade com 41%, e integração entre canais físicos e digitais com 32%. Os participantes puderam selecionar até três opções.

Segundo Omar, o consumidor da Baixada Santista está mais planejado e seletivo este ano. “Notamos que o consumidor está mais atento à credibilidade das ofertas e ao pós-venda, o que impulsiona tanto lojas físicas quanto lojas online regionais que oferecem atendimento mais próximo e confiável”, explica.

DESAFIOS

Sobre os desafios que os lojistas da Baixada Santista enfrentam para competir com grandes varejistas online e marketplaces, Assaf reconhece a dificuldade de competir com a escala e a agressividade promocional das plataformas digitais. Porém, aponta diferenciais do comércio local.

“Os lojistas da nossa região buscam transformar isso em oportunidade. A proximidade com o cliente, a entrega rápida e a credibilidade do atendimento presencial correspondem a diferenciais relevantes”, afirma o presidente.

Assaf ressalta que os empresários demonstram consciência sobre a necessidade de investir em novas estratégias. “Nossa pesquisa mostra que 61% vão investir em redes sociais, 65% oferecerão condições diferenciadas de pagamento e 32% apostam na integração entre canais físicos e digitais. O desafio existe, mas há também uma preparação maior do comércio local para disputar essa fatia do mercado”, conclui.