
A Prefeitura de Mongaguá pretende solicitar oficialmente à União a doação da área de 13 quilômetros que abriga o trecho inoperante da linha férrea do ramal Santos-Cajati. O espaço, atualmente sob domínio do Governo Federal e concedido à empresa Rumo Logística, percorre todo o município e tem enfrentado abandono e falta de manutenção.
A proposta foi apresentada durante reunião entre prefeitos do Litoral Sul e o superintendente regional do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em São Paulo, Miguel Calderano Giacomini, com a presença do deputado federal Fernando Marangoni. Segundo a prefeita de Mongaguá, a empresa concessionária não realiza serviços de zeladoria, o que tem resultado em mato alto, acúmulo de lixo e insegurança.
Com a transferência da área, a administração municipal planeja revitalizar o espaço, transformando-o em locais de recreação, segurança e infraestrutura. “Nada mais justo do que tomarmos conta da área definitivamente. Assim, poderemos cuidar e planejar projetos que tragam benefícios para a população”, afirmou a prefeita.
De acordo com o DNIT, a concessão da ferrovia à Rumo Logística segue até 2028. Caso não haja renovação, o trecho retorna ao patrimônio da União, o que pode facilitar a transferência para a Prefeitura.
Após o encontro, os gestores municipais iniciaram a elaboração dos documentos necessários para formalizar o pedido e agilizar os trâmites junto aos órgãos federais. A regularização também permitirá que Mongaguá participe de negociações sobre as obras de concessão da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega e de expansão de redes da Neoenergia.
Durante a reunião, a prefeita também recebeu materiais do programa “Conexão DNIT”, voltado à educação para o trânsito nas escolas municipais. O município avalia a adesão à iniciativa sem custos.



Ué, mas a CPTM não tem divulgado projeto de reativação (urgente e necessária) da linha de trem, o que significa necessidade de uso dessa área?